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Edital de deferimento das inscrições ao concurso público para professor adjunto na área de conhecimento em Matemática é divulgado

Edital de deferimento das inscrições ao concurso público para professor adjunto na área de conhecimento em Matemática é divulgado

 

O Setor de Ciências Exatas divulga hoje (18)  o edital nº 26/19 – ET/DIR/2019 com o deferimento das inscrições dos candidatos ao Concurso Público de Provas e Títulos para Professor Classe A, do Departamento de Matemática, na área de conhecimento de Matemática. 

 

Acesse o edital: SEI_UFPR – 2391293 – Edital

“Eu nunca vim trabalhar para ser membro da Academia Brasileira de Ciências. Eu fui eleito membro da academia porque estou fazendo meu trabalho bem feito”, diz professor da Exatas, Aldo Zarbin

“Eu nunca vim trabalhar para ser membro da Academia Brasileira de Ciências. Eu fui eleito membro da academia porque estou fazendo meu trabalho bem feito”, diz professor da Exatas, Aldo Zarbin

 

No dia 3 de dezembro, o professor Aldo José Gorgatti Zarbin, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná, foi eleito como membro titular na Academia Brasileira de Ciências. Ela é uma entidade sem fins lucrativos e não governamental, fundada em 1916. Tem como objetivo o desenvolvimento científico do país.

 

Do interior de São Paulo, Zarbin foi estudar química a 200 quilômetros, na Unicamp, em Campinas em 1990. Lá cursou a graduação, o mestrado e o doutorado. Em 1998, começou a trajetória na Universidade Federal do Paraná como professor no Departamento de Química. É docente no Programa de Pós-Graduação em Química e é líder do Grupo de Química de Materiais (GQM).

 

Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT), American Chemical Society e Materials Research Society. 

 

Ele tomará posse em maio de 2020 na classe de Ciências Químicas.

 

(Professor Aldo foi eleito personalidade do ano na área de Ciência e Pesquisa pelo Diário Comércio e Indústria do Paraná em 2018. /Foto: Marcos Solivan/Sucom-UFPR)

 

Qual é a importância da Academia Brasileira de Ciências?

     A Academia Brasileira de Ciências é uma instituição extremamente respeitada, é centenária, uma instituição não governamental, é uma instituição que reúne uma nata da ciência brasileira para pensar o Brasil. Então você conseguir ter uma posição de cadeira permanente é uma grande honra, porque está relacionado com aspectos finais da carreira, e a importância na luta pela ciência e pela própria consolidação da ciência brasileira. É uma instituição que pensa o Brasil.

 

Por que ser membro da Academia Brasileira de Ciências?

    O que significa ser membro da Academia? Significa que o seu trabalho foi reconhecido, que o seu trabalho entrou em um patamar que  é reconhecido como uma coisa importante dentro da Ciência Brasileira. O simples fato de você fazer parte dessa sociedade significa que: olha, você está trabalhando direito. Veja a importância disso: tem alguém na UFPR, no Setor de Ciências Exatas, no Departamento de Química, no Programa de Pós-Graduação em Química que teve um reconhecimento a ponto de ser indicado e eleito membro da Academia Brasileira de Ciências. 

 

E como você se sentiu ao ser eleito? 

    Minhas pernas tremeram (risos). Eu me senti muito feliz. Muito feliz mesmo. Sinceramente, não era uma coisa que eu esperava agora, acho que todo mundo que trabalha com ciência sonha um dia ser conhecido a ponto de ser eleito para a Academia Brasileira de Ciências. Mas eu não esperava que fosse agora. Acho que tem muita carreira pela frente ainda. Eu recebi a notícia, eu estava em um congresso em Boston, recebi a notícia por Whatsapp, e literalmente minhas pernas começaram a tremer. Na verdade, até agora a ficha não caiu (risos). 

 

Quais são os próximos planos?  

    Continuar trabalhando, com a mesma dedicação, com o mesmo afinco, com a mesma paixão. Tenho muito tempo pela frente ainda. Veja, eu nunca vim trabalhar para ser membro da Academia Brasileira de Ciências. Eu fui eleito membro da academia porque estou fazendo meu trabalho bem feito. Então não é uma meta, as coisas vêm fruto do trabalho. Acho que a forma que eu estou fazendo as coisas está sendo direito. Então, continuar fazendo no mesmo ritmo, nem mais nem menos. 

 

A ciência e a tecnologia 

 

Qual é a importância da pesquisa e da ciência?

   Ciência, tecnologia, educação, no Brasil são quase que indissociáveis. 95% da ciência brasileira vem de Universidades, vinculados a programas de Pós-Graduação, que é vinculado a educação de alto nível. E ciência e tecnologia correspondem a aspectos de soberania nacional. Então, a importância da ciência e tecnologia no país, para o país, é a importância da soberania desse país. Simples assim. Países muito desenvolvidos são países que aplicam muitos recursos, que investem recursos em ciência e tecnologia. A relação é direta. Não pense em ciência e tecnologia como uma coisa abstrata, ciência e tecnologia têm lá na ponta me dá soberania do país, faz a economia rodar, garante emprego, garante sustentabilidade, diminui desigualdade. E conhecimento, não importa qual seja. Então, o país que tem domínio científico, tecnológico, tem soberania. É um país forte, é um país que tem independência. Então é fundamental. É a luta mais importante que nós temos que ter. 

 

Como você avalia o cenário atualmente? 

   O cenário agora é terrível.  Aqueles que deveriam estar defendendo ciência, tecnologia, educação, não estão. E os recursos estão minguados e cada vez menores. Não se vê um horizonte muito melhor, pelo menos para 2020. Nos últimos anos, aí recentes, o investimento em ciência e tecnologia tem caído, caído, caído, diminuído, diminuído, diminuído. A gente está sobrevivendo assim, as bolsas de Pós-Graduação estão sem reajustes há muito tempo. Enfim, é uma pena. Está se fazendo hoje, com a ciência e a tecnologia o avesso do que se deveria fazer.

 

O que você aconselharia para quem quer seguir na área da pesquisa, da ciência e da tecnologia?

    Em primeiro lugar, tem que ser apaixonado por isso. Não adianta querer tratar ciência e tecnologia como um emprego burocrático. Para você ser um bom cientista, para você se envolver fazendo ciência, tem que ser apaixonado por isso. A ciência exige muito de você e você tem que gostar dessa exigência. Porque no fundo é o seguinte, é um trabalho intelectual, você não bate ponto, você não vai embora e deixa, tá na sua cabeça. No fundo, a gente trabalha 24 horas por dia, o dia todo. E é isso que garante o sucesso. Eu sempre falo o seguinte, eu não acho que eu trabalho. Tem as partes chatas, as partes burocráticas, que as coisas poderiam ser mais fáceis. Mas o meu trabalho em si, eu me divirto. É uma coisa que eu gosto tanto de fazer que eu me divirto. O meu conselho para quem quer seguir essa carreira é o seguinte: seja apaixonado por isso. 

 

por Carolina Calixto

 

Evento celebra dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Exatas com atividades para alunos do fundamental e médio

Evento celebra dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Exatas com atividades para alunos do fundamental e médio

 

 

O Setor de Ciências Exatas promove o evento “Meninas nas exatas: por elas para todos” no dia 11 de fevereiro de 2020, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. As atividades oferecidas são gincanas, oficinas, stands, exposições e palestras.

 

O evento é importante para discutir as questões de gênero e divulgar as Ciências. Segundo Ximena Mujica, professora do Departamento de Matemática da UFPR,  as atividades serão na área de exatas, mas vão além disso. A ideia é abordar questões ligadas a gênero: “coisas do dia-a-dia feminino dentro de um ambiente tido como masculino. Que barreiras enfrentamos desde cedo, e mais importante, buscamos formas de superar tais barreiras”, explica.

 

Os objetivos são estimular a participação e a formação de mulheres na ciências exatas, valorizar o papel do professor e aumentar o intercâmbio das escolas de Educação Fundamental 2 e Médio com a Universidade. Será uma oportunidade única para que os alunos de Ensino Fundamental e Médio conheçam os diversos cursos oferecidos pelo Setor de Ciências Exatas da UFPR. Quanto mais oportunidades o adolescente tem para conhecer as diferentes profissões, mais chances terá de acertar na escolha da sua carreira”, explica Elizabeth Wegner Karas, professora do Departamento de Matemática da UFPR.

 

Além disso, quer favorecer o intercâmbio entre os projetos de incentivo à participação das Meninas e Mulheres nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, compartilhar os resultados do Projeto: “Meninas na Matemática: Procuram-se Arletes”, desenvolvido pelas professoras do Departamento de Matemática, Elizabeth Wegner Karas e Ximena Mujica, e divulgar os cursos de graduação oferecidos pelo Setor de Ciências Exatas da UFPR através de diversas atividades.

 

A ideia do evento surgiu como encerramento do projeto “Meninas na Matemática: Procuram-se Arletes”, e para aumentar o evento e as atividades, aliou-se com projetos que têm como propostas o incentivo à mulheres nas exatas, da professora Camila Silveira da Silva do Departamento de Química, como “Mulheres nas Ciências Exatas: trajetórias (im)possíveis”, “Meninas e Mulheres nas Ciências” e “Ciência e Arte no FiBrA”.

 

Além disso, parcerias com o projeto de Extensão MatematicATIVA, coordenado pela professora Paula R. L. Couto e pela professora Ximena, com o projeto de Extensão Matematiza, coordenado pela professora Elisângela de Campos, e com o PET Matemática, também fizeram possível a realização do evento.

 

Estão envolvidas na organização as professoras: Elizabeth Wegner Karas e Ximena Mujica, do Departamento de Matemática; Camila Silveira da Silva, do Departamento de Química; Alessandra S. Barbosa e Camilla Karla Brites, do Departamento de Física; Andrea Faria Andrade, Bárbara de C. X. C Aguiar e Deise M. B. Costa, do Departamento de Expressão Gráfica. 

 

 

 

 

 

O dia 11 de fevereiro foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência como forma de celebrar os feitos de mulheres na área e encorajar gerações mais novas a buscarem carreira científica. Segundo a Unesco, há somente 28% de pesquisadoras e cientistas mulheres no mundo.

 

A proporção de mulheres numa turma diminui bastante da graduação para o mestrado e depois para doutorado. Segundo Elizabeth, não existe justificativa plausível para isso: “Mas iniciativas têm sido tomadas. As mulheres precisam acreditar no seu potencial, pois certamente uma maior diversidade com diferentes olhares irá contribuir no desenvolvimento da Ciência.”

 

Professores que estiverem interessados em trazer alunos de Ensino Fundamental 2 ou de Ensino Médio de sua escola, devem preencher o formulário de inscrição da escola. Já o aluno que quiser ir de forma independente, deve preencher o formulário individual. 

 

Os alunos de graduação ou pós graduação podem ser colaboradores voluntários e devem preencher o formulário de colaborador. 

 

Os interessados em oferecer alguma atividade para o evento devem preencher o formulário de propostas até dia 20 de Janeiro de 2020. O resultado será divulgado no dia 03 de fevereiro de 2020. 

 

O evento acontece no Centro Politécnico, das 9h às 17h. E as inscrições vão do dia 16 de dezembro de 2019 até 31 de janeiro de 2020.

 

Para mais informações e os formulários, acesse: https://meninasnasexatas.wordpress.com/

 

Grupo PET Estatística divulga edital do processo seletivo para tutor

Grupo PET Estatística divulga edital do processo seletivo para tutor

 

O Programa de Educação Tutorial (PET) Estatística está com uma vaga aberta para tutor. O edital do processo seletivo foi divulgado no dia 06 de dezembro pelo Comitê Local de Acompanhamento e Avaliação (CLAA).  Nele estão especificados os requisitos para a inscrição, os documentos necessários, as fases do processo seletivo e o resultado final, assim como o formulário de inscrição.

 

Podem se candidatar docentes em atividade no curso de Estatística, que façam parte do quadro permanente da Universidade Federal do Paraná, sob contrato em regime integral e dedicação exclusiva, que tenham título de doutor, que consigam comprovar atuação no curso, na pesquisa e extensão nos últimos três anos, que não acumulem qualquer tipo de bolsa e com disponibilidade de dedicar 10 horas semanais para o PET. 

 

As inscrições poderão ser feitas entre os dias 20 a 30 de janeiro de 2020, das 13 horas às 19 horas, na coordenação do curso de Estatística.

 

Acesse o edital: Edital PET

Professor da Exatas é eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Professor da Exatas é eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências

(foto: Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT)/ reprodução)

 

Em Assembléia Geral Ordinária nesta terça-feira (03), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) elegeu os novos membros titulares, correspondentes e afiliados. O critério de seleção é a atuação científica de excelência. O professor Aldo José Gorgatti Zarbin, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná, foi eleito como titular em Ciências Químicas. Ele tomará posse em maio de 2020. 

 

O professor Aldo Zarbin é professor na UFPR desde 1998 e é líder do Grupo de Química de Materiais (GQM). Teve o reconhecimento Mérito Acadêmico da UFPR em 2011, 2015 e 2016.

 

Fora da UFPR, é membro da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMAT), American Chemical Society e Materials Research Society.  Foi nomeado Fellow da Royal Society of Chemistry e eleito personalidade do ano na área de Ciência e Pesquisa pelo Diário Comércio e Indústria do Paraná em 2018.  Atualmente é Membro Titular do Comitê de Assessoramento da Química (CA-Química) do CNPq (2018-2021), como coordenador.

 

A eleição vem como reconhecimento das contribuições científicas do professor. Foto: Camila Caetano / Reprodução

 

A instituição

 

A Academia Brasileira de Ciências é uma entidade sem fins lucrativos e não governamental, fundada em 1916, e atua como sociedade científica honorífica. Tem como objetivo o desenvolvimento científico do país. Além de formular políticas públicas por meio do estudo de temas relevantes para a sociedade. Procura estimular e reconhecer os mais importantes pesquisadores brasileiros através do ingresso no quadro, além dos jovens cientistas com grande potencial para a pesquisa. Atualmente possui 700 membros. 

 

Os membros são divididos em seis categorias: titulares, cientistas com destacada atuação científica, no Brasil há mais de 10 anos; correspondentes, cientistas que tenham relevância científica no país, mas que estão no exterior há mais de 10 anos; afiliados, jovens pesquisadores, com menos de 40 anos, eleitos para um período de 5 anos; colaboradores, pessoas que proporcionaram serviços à ABC ou a ciência no país; institucionais, organizações que desenvolvem a ciência e a pesquisa e que estejam dispostos a contribuir financeiramente; associados, categoria extinta, mas membros remanescentes continuam com os direitos e obrigações. 

 

por Carolina Calixto

Com recorde de premiados, alunos recebem medalhas da Olimpíada Paranaense de Matemática

Com recorde de premiados, alunos recebem medalhas da Olimpíada Paranaense de Matemática

 

Cerca de 650 pessoas, entre alunos, pais e professores, participaram, na noites desta quinta-feira (28), da solenidade de premiação da Olímpiada Paranaense de Matemática – edição 2019. A premiação, realizada no auditório do colégio Bom Jesus, contemplou 248 destaques do nível 1 (6º e 7º anos), 2 (8º e 9º anos) e 3 (Ensino Médio). Os alunos receberam medalhas de ouro, prata, bronze e também menção honrosa, no caso daqueles têm idade acima do nível correspondente.

 

No total, 42 mil estudantes de 150 municípios participaram da primeira fase, contemplando 314 escolas, entre públicas e privadas. É um volume quatro vezes superior ao da edição de 2018. Segundo o professor José Carlos Corrêa Eidam, Chefe do Departamento de Matemática e Presidente do Comitê Organizador da Olimpiada Paranaense de Matemática, esta ampliação se deu principalmente por conta de dois motivos: o contato com a escola feito pelos alunos envolvidos no projeto e o apoio dos grupos educacionais que encamparam a ideia.

 

As medalhas, entregues pela vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzón de Muniz e pelo professor, destacam o esforço de uma atividade desenvolvida em duas etapas: a primeira realizada em junho e a segunda em setembro. “A competição está passando a fazer parte do circuito de atividades das escolas e está impactando de maneira muito efetiva aquilo que se faz de ciência relacionado à escola”, comenta Eidam. As provas foram elaboradas por bancas especializadas, nomeadas pelo Comitê Acadêmico da OPRM, e os 10 primeiros colocados serão indicados para participar da Olimpíada Brasileira de Matemática.

 

O comitê científico da OPRM é formado por docentes do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Paraná e representantes dos Colégios Militar, da Polícia Militar, Positivo, Bom Jesus, Londrinense (Londrina), Positivo Master (Ponta Grossa), Marista (Cascavel) e Saint Helena (Maringá). No ano passado, foram 135 premiados. “O número vai aumentar no próximo ano e teremos muitos problemas bons para resolver”, brinca o professor, referindo-se à lotação máxima do auditório em que ocorreu a premiação.

(foto: divulgação) Auditório lotado para a premiação

 

A cerimônia foi o ápice da competição, mas as Olimpíadas contaram com momentos de muito estudo e preparação. Em maio, por exemplo, a universidade ofereceu aos professores de Matemática da rede estadual de ensino o Programa de Formação Olímpica para Professores de Matemática (TOPMAT), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEED/PR). Estudantes de graduação prepararam um material didático e auxiliaram os professores para que pudessem repassar aos seus alunos as ferramentas necessárias para realizar as provas.

 

Segundo Eidam, as Olimpíadas são importantes também para os acadêmicos da UFPR, que passam a ter contato com o ambiente escolar, em uma realidade especial, com alunos com desempenho de destaque. Para os premiados, o professor lembra que as medalhas dão o “gosto do reconhecimento”. “É o gostinho da vitória”, diz.

por Superintendência de Comunicação Social UFPR

Coordenadores de pós-graduação em computação discutem o cenário dos programas em evento

Coordenadores de pós-graduação em computação discutem o cenário dos programas em evento

 

Na última sexta-feira (22) aconteceu o 1º Fórum dos Programas de Pós-Graduação em Computação do Paraná (ForPPCC-PR) no auditório do Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná. O objetivo era de discutir a atual situação dos programas.

 

O evento contou com a participação dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Computação das universidades paranaenses: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Curitiba, Ponta Grossa e Cornélio Procópio. Além disso, estavam como convidados os representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), professor Avelino Zorzo (PUCRS),  da Coordenadoria Ciência e Tecnologia (SETI), Marcos Pelegrina, e o atual coordenador do Fórum Nacional de Programas de Pós-Graduação em Computação, o professor Vitor E. Silva da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). 

 

O evento foi dividido em dois momentos: no período da manhã, os coordenadores apresentaram seus programas, informando as linhas de pesquisa, os objetivos e os principais desafios enfrentados. “Esse reconhecimento de todos os programas, quem são, quanto somos, o que fazemos, número de alunos que estamos formando, os talentos que a gente está gerando, onde estão esses talentos, isso é bem importante”, explica a professora Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, representante da UEM. 

 

Já de tarde, foi o momento de discussão sobre os principais desafios que os programas enfrentam, como atrair e manter discentes, os recursos, a divulgação científica e como ampliar a parceria com as indústrias. A partir disso,  debateram quais seriam os planos de ação, especialmente integrando as universidades. Segundo o professor Luis Carlos Erpen de Bona, representante da UFPR, o Paraná é um dos estados com maior número de programas de pós-graduação em computação e a proposta é alinhar os projetos: “Eu acredito que para os programas, é muito positivo porque juntos podemos fazer mais coisas. A gente pretende com isso estar melhorando a formação”, comenta. 

 

A iniciativa do fórum surgiu de uma conversa entre alguns coordenadores de pós-graduação. Esse é o primeiro ano de realização do evento, que foi formalizado na reunião, com a criação de um regimento. A proposta é que seja anual. 

 

O cenário da pós-graduação

 

Os programas de pós-graduação têm passado por momentos de incertezas. No último anúncio, em setembro de 2019, foram cortadas 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado pela CAPES. Ao todo, 11 mil bolsas sofreram cortes. Não serão oferecidas novas bolsas pelos próximos 4 anos.

 

“A pós graduação vive em desafio, por um lado a gente tem um cenário muito positivo na computação, porque é uma área importante que está crescendo. Mas ao mesmo tempo a gente vive muita incerteza de financiamento, da própria demanda, que às vezes pode ser afetada”, avalia o professor Bona. 

 

Além disso, o Ministério da Educação divulgou em 2020, a Capes só terá metade do orçamento de 2019. Foram reservados 2,2 milhões de reais, o que representa uma perda de 9% em relação a 2019. 

 

De acordo com a professora Ruiz Aylon, da UEM, o conhecimento gerado hoje é resultado das pesquisas: “é de extrema relevância que a sociedade entenda que essa é uma área que alavanca todo o progresso, toda a qualidade de vida, que os alunos entendam que eles podem fazer parte disso, que a gente espera por isso”.

por Carolina Calixto

Setor de Ciências Exatas administra e fecha o ano no controle das verbas

Setor de Ciências Exatas administra e fecha o ano no controle das verbas

 

Em 2019, o orçamento do Setor de Ciências Exatas foi de aproximadamente 956 mil reais. Além disso, ainda recebeu 60 mil reais para uso exclusivo nos laboratórios. Os principais gastos foram com serviços (300 mil), consumo (240 mil), materiais permanentes (como móveis) e passagens e diárias (145 mil). Até novembro já foram utilizados quase 950 mil reais dos recursos totais do Setor.

 

A principal dificuldade enfrentada na administração dos gastos foi no planejamento do ano. “Esse ano foi difícil, por não saber quanto a gente teria. Foi complicado fazer um planejamento do que a gente ia poder gastar”, comenta Emilene Alves da Cruz, da Seção de Controle e Execução Orçamentária do setor de Ciências Exatas. 

 

No mês de abril, foram anunciados cortes de 30% nas verbas das universidades públicas. Com isso, foram realizadas restrições pela Reitoria da UFPR, o que ocasionou um corte linear de 30% nos orçamentos do setores. 

 

Segundo Emilene Alves, foi complicado o monitoramento total dos gastos e do saldo: “como passou o ano e  o dinheiro não tinha sido liberado, a gente foi gastando conforme vinha a demanda”. Mas em outubro, o valor integral das verbas foram liberados, permitindo que o setor termine o ano com as contas pagas e no controle das finanças.

 

Divisão do orçamento 

 

Em 2019, a Universidade Federal do Paraná possuía aproximadamente 7,5 milhões de reais para dividir entre os 17 setores: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências da Terra; Ciências Exatas; Ciências Humanas; Ciências Jurídicas; Ciências Sociais e Aplicadas; Educação; Tecnologia; Educação Profissional e Tecnológica; Artes, Comunicação e Design; Litoral; Palotina; Jandaia do Sul; Toledo e Centro de Estudos do Mar.

 

Os setores que mais recebem são Ciências da Saúde (SD) com 15,34% o que equivale à 1.142.476 reais, mais a verba de uso exclusivo em laboratório de 60.814 reais, fechando com total de 1.203.290 reais. Em segundo vem Ciências Exatas, com 12,85%. E em terceiro vem Setor de Tecnologia (TC) com 10,22%, o que equivale a 760.948 reais, com a verba para aula de campo de 32.232 reais e para laboratório de 60.814 reais, totalizando 853.994 reais. 

 

(foto: orçamento UFPR/PROPLAN)
De cima para baixo: Ciências Agrárias; Palotina; Ciências  Biológicas; Ciências da Terra; Educação; Ciências Exatas; Ciências Humanas; Artes, Comunicação e Design; Ciências  Jurídicas; Litoral; Ciências Sociais Aplicadas; Ciências da Saúde; Tecnologia; Educação Profissional e Tecnológica; Jandaia; Centro de Estudos do Mar e Toledo. 

Equipe da UFPR ganha o terceiro lugar em categoria da Competição Brasileira de Robótica

Equipe da UFPR ganha o terceiro lugar em categoria da Competição Brasileira de Robótica

 

No mês de outubro aconteceu a décima sétima edição da Competição Brasileira de Robótica e Latin American Robotics Competition, neste ano na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no Rio Grande do Sul. A competição faz parte de um evento maior, o Robótica. O Grupo VRI UFPR, formado por alunos e professor do Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná, ficou em terceiro lugar na categoria RoboCup Soccer Simulation 3D. 

 

O evento é marcado por desafios em 11 categorias, que variam desde futebol de robôs, nos mais diversos tamanhos e formas, a robôs para serviços, educação, e drones. A equipe da UFPR participou de duas: o desafio de Robótica Petrobras/RoboCup Brasil, que envolvia missões que os drones deveriam cumprir, e o RoboCup Soccer Simulation 3D, um desafio de futebol de robôs pequenos, controlados por simuladores. “Então é um jogo de futebol, com 11 jogadores de cada lado, simulados. Mas os robôs são humanóides. E a simulação é mecânica, de como funciona”, explica o professor Eduardo Todt, orientador do projeto. 

 

Segundo a líder da equipe, Marcela de Oliveira, a principal dificuldade foi adaptar o simulador no ambiente personalizado da competição: “Como era a primeira vez, a gente não conhecia o ambiente de competição, aí tivemos que adaptar o nosso código. Mas no fim deu tudo certo”, comenta. 

 

O projeto do robô foi montado por alunos de uma disciplina de robótica ministrada pelo professor Eduardo Todt. Na matéria, eles aprenderam noções e conceitos de robótica e como trabalho final tiveram uma competição dos robôs produzidos por eles. A partir desses trabalhos surgiu o levado para competir. E existem planos de montar uma equipe no Departamento de Informática para próximas competições. 
O Robótica

 

Evento da área de robótica que congrega olimpíadas, competições, mostras, workshops e simpósios. Trabalha com temas de robótica educacional, robótica assistiva, automação, aprendizagem de máquina, inteligência artificial, entre outros. 

 

Esse ano o conceito chave foi cyber-humano, procurando a reflexão da automação dos humanos e a humanização dos robôs. O evento é anual.

Professora da UFPR é eleita a primeira mulher coordenadora do Comitê Técnico da Internet

Professora da UFPR é eleita a primeira mulher coordenadora do Comitê Técnico da Internet

 

A professora Michele Lima, do Departamento de Informática, foi eleita coordenadora do Comitê Técnico da Internet, uma comissão do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE).  A seleção aconteceu no mês de outubro. Ela é a primeira mulher e representante da América Latina a coordenar o comitê. “É muito gratificante. Tem um lado do reconhecimento e outro lado de motivação para meninas e outras pessoas que estão aqui na nossa região, de mostrar que é possível”, comenta. Na Universidade Federal do Paraná, Michele Lima é professora integrante permanente do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Informática da UFPR.

 

Como coordenadora, vai trabalhar no Comitê Técnico da Internet (ITC), que atua na padronização de assuntos específicos da internet, com a criação de subgrupos de pesquisa e discussão e divulgação das informações.  De acordo com Lima, são dois os principais objetivos a serem trabalhados: dar visibilidades aos brasileiros que atuam na área, atraindo mais para o comitê. “Esse primeiro passo vai fomentar você ter depois outro coordenador brasileiro ou mais atividades voltadas para a internet no Brasil”. O segundo objetivo é continuar as ações de divulgação e discussão da internet mundialmente. 

 

A instituição

 

O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) é uma das duas maiores entidades de normatização de regras de comunicação e de estabelecimento do funcionamento de equipamentos eletrônicos. Funciona como uma ponte entre as empresas e o uso delas no dia a dia. As regras servem para que os dispositivos possam entrar no mercado. 

 

Como a instituição trabalha no ramo das telecomunicações e da eletrônica, existem diversos comitês voltados para assuntos específicos. O Comitê Técnico da Internet foi criado oficialmente em dezembro de 1994 e contribui para o surgimento mundial de uma Internet onipresente, multimídia e de alto desempenho.

Primeira edição da “Escola de Verão em Ressonância Magnética Nuclear” é realizada na Universidade Federal do Paraná

Primeira edição da “Escola de Verão em Ressonância Magnética Nuclear” é realizada na Universidade Federal do Paraná

 

 

O Departamento de Química promove pela primeira vez a Escola de Verão em Ressonância Magnética Nuclear da Universidade Federal do Paraná, entre os dias 02 a 06 de dezembro. O evento conta com pesquisadores de todas as regiões do país. A programação é variada, aborda diversas áreas de aplicação da Ressonância Magnética, como a clássica elucidação estrutural ao Ressonância Magnética Nuclear de estado sólido, ciências farmacêuticas, ciências forenses e medicina.

 

As inscrições devem ser feitas através de um formulário até o dia 20 de novembro e a taxa de inscrição é de 70 reais. O evento acontece no Departamento de Química, no campus Politécnico.

 

Formulário e programação: http://www.quimica.ufpr.br/evrmn/

 

Roda de Conversa

Roda de Conversa

 

O “Rocahs – Roda de Conversa sobre Altas Habilidades e Superdotação” é um evento promovido pelo Nepahs/Prograd (Núcleo de Estudos e Práticas em Altas Habilidades e Superdotação) com a intenção de promover troca de experiências e diálogos a respeito do assunto. É aberto a todos que queiram participar e não é necessário se inscrever.

O evento ocorrerá no dia 16/10 às 17h30 na Sala PA02, no prédio novo do Setor de Exatas – Centro Politécnico.

 

Professora de Química, Elisa Souza Orth, recebe prêmio que homenageia mulheres na ciência

Professora de Química, Elisa Souza Orth, recebe prêmio que homenageia mulheres na ciência

 

A professora Elisa Souza Orth, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é a grande vencedora da segunda edição do 2019 Brazilian Women in Chemistry and Related Sciences awards na categoria Jovem Cientista. Ela será homenageada durante um simpósio e cerimônia de premiação a ser realizada no dia 16 de outubro de 2019, sediada pela American Chemical Society em São Paulo.

 

Os prêmios são patrocinados pela CAS, uma divisão da American Chemical Society, e Chemical & Engineering News , com o apoio da Brazilian Chemical Society e da ACS e visam promover a igualdade de gênero nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil, bem como desenvolver uma perspectiva mais avançada na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica e no campo da química.

AUDITÓRIO LOTADO EM PALESTRA COM PROF. RICARDO GALVÃO

AUDITÓRIO LOTADO EM PALESTRA COM PROF. RICARDO GALVÃO

 

Ricardo Galvão, professor Titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP, esteve no Setor de Ciências Exatas, em 26 de setembro, para apresentação da palestra “Monitoramento do desmatamento e degradação da Floresta Amazônica”.

 

O evento teve início e término com auditório lotado e foi transmitido ao vivo pela Internet, através do site do C3SL (Centro de Computação e Software Livre). Mais de 400 pessoas assisitiram a palestra online.

 

Prof. Ricardo apresentou dados sobre os desmatamentos na Floresta Amazônica e gráficos sobre a quantidade de floresta degradada através do tempo.

 

De acordo com Galvão, que também foi diretor do INPE até início de agosto de 2019, o INPE trabalha com os satélites de monitoramento das áreas da floresta para coleta de imagens. Depois os sistemas computacionais fazem uso de Inteligência Artificial e Redes Neurais para a geração de resultado dos dados coletados pelos satélites.

 

O professor vê com preoucupação a política federal atual, a qual questiona dados produzidos através da ciência. O ex-diretor do INPE defende a credibilidade das informações fornecidas para o governo e demonstrou, através de matéria publicada na mídia, que os dados produzidos pelo INPE foram também confirmados pela NASA para o mesmo período.

 

Ao final da apresentação o Prof. Ricardo foi longamente ovacionado pelo auditório lotado.

 

 

O eventou foi apoiado pelo Setor de Ciências Exatas e faz parte dos Seminário do Programa de Pós-Graduação em Física.

 

A palestra, na íntegra, está disponível em: cast.c3sl.ufpr.br

 

PALESTRA COM PROFESSOR RICARDO GALVÃO

PALESTRA COM PROFESSOR RICARDO GALVÃO

 

No dia 26 de setembro, às 15h30 no auditório da Química, acontecerá o seminário de Pós-graduação em Física com o palestrante convidado Professor Ricardo Galvão, onde o tema será “O INPE e o Monitoramento dos Biomas Brasileiros”. Físico e engenheiro de telecomunicações, Ricardo foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), presidente da Sociedade Brasileira de Física, e diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Ambientais (INPE). Desde 1983, é professor titular e pesquisador na Universidade de São Paulo (USP).

Conforme tema já mencionado, a palestra terá como foco abordar as principais atividades do INPE, que é um instituto onde são conduzidas pesquisas sobre o espaço, meteorologia, mudanças climáticas, além de monitoramentos constantes do desmatamento amazônico. Também será feito um relato sobre a recente exoneração do professor Ricardo da diretoria do INPE, devido aos dados divulgados por este instituto sobre o desmatamento na Amazônia.

 

A palestra será transmitida pelo C3SL no  endereço: cast.c3sl.ufpr.br

 

por Rodrigo Rafael Pereira

LINK PARA AS ELEIÇÕES

LINK PARA AS ELEIÇÕES

Dias 09/09/2019 (Início às 7:00) e 10/09/2019 (Término às 19:00), ocorrerá a eschela da Chefia do Departamento de Expressão Gráfica e para Representantes Docentes do Setor de Ciências Exatas no CEPE.

  • os votos serão recebidos em plataforma online (a distância), sob responsabilidade do Centro de Computação Eletrônica da UFPR;
  • nos dias estabelecidos para o pleito, os(as) aptos(as) a votar deverão acessar o endereço da Eleição, identificando-se a partir do número de CPF e Data de Nascimento;
  • na plataforma, os(as) votantes deverão selecionar os Nomes da chapa inscrita, ou Branco ou Nulo e clicar em Enviar”;
  • o sistema permitirá apenas um voto por usuário, sem possibilidade de novo acesso depois do registro da votação;
  • o voto é secreto, não havendo possibilidade de identificação dos votantes e suas escolhas;
  • a apuração dos votos e relatório final da eleição será feita pela Comissão Eleitoral, com apoio do CCE, no dia 11/09/2019;
  • caso ocorra algum problema, o mesmo poderá ser relatado ao e-mail webdesign@ufpr.br. Por favor, informe seu CPF e Data de Nascimento.

LINKS para eleição:

 

Somos todos CNPq!

Somos todos CNPq!

O Setor de Ciências Exatas da UFPR tem acompanhado com muita preocupação a atual situação financeira pela qual passa o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O CNPq precisa de R$330 milhões para que possa cumprir os seus compromissos em 2019, que envolvem principalmente o pagamento de bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado. No caso deste repasse não ocorrer, o pagamento destas bolsas será suspenso a partir do final de setembro.
O Setor de Ciências Exatas é a favor da recomposição imediata do orçamento do CNPq. Vários professores que hoje atuam nos departamentos que compõem o nosso setor construíram suas carreiras com bolsas do CNPq e, hoje, têm seus projetos de pesquisa financiados principalmente com verba desse órgão.

Os estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado que são bolsistas do CNPq representam o futuro da ciência brasileira e dependem desta verba para a sua adequada formação e sustento. A suspensão do pagamento de bolsas e do financiamento de projetos de pesquisa levará à paralisação da ciência brasileira e a um atraso irreparável na pesquisa e pós-graduação brasileiras.

Somos todos CNPq!

CONHECER PARA APRIMORAR

CONHECER PARA APRIMORAR

A pesquisa tem como principal objetivo aferir como as disciplinas apoiaram o desenvolvimento das competências necessárias para formação profissional e cidadã dos estudantes. A identidade do aluno é utilizada pelo sistema de avaliação apenas para a escolha das disciplinas cursadas. Dessa forma, a avaliação é anônima e os resultados obtidos são consolidados por Coordenações, Departamentos e Setores Acadêmicos para o planejamento de ações de melhoria dos cursos.

Alunos de graduação e educação profissional devem participar avaliando as disciplinas do primeiro semestre de 2019.

A avaliação está disponível de 19 de agosto a 22 de setembro de 2019.

Acesse aqui

Para mais informações entre em contato pelo e-mail: cpa@ufpr.br ou avaliacao@ufpr.br

REJEIÇÃO AO PROGRAMA FUTURE-SE

REJEIÇÃO AO PROGRAMA FUTURE-SE

Declaração do setor de ciências exatas da UFPR Sobre o projeto “Future-se”

O Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reunido em assembleia no dia 2 de agosto de 2019, discutiu publicamente o chamado “Projeto Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras – Future-se”, proposto em julho de 2019 pelo Ministério da Educação (MEC) e submetido a avaliação pública em meio eletrônico (https://isurvey.cgee.org.br/future-se/).

Após ampla participação da comunidade setorial, de diversas entidades de representação e de membros de outros setores da Universidade, considerou-se importante consignar no presente documento as seguintes avaliações como representativas da comunidade do Setor de Ciências Exatas da UFPR.

Antes de mais nada: as universidades federais são referências intelectuais, científicas, sociais e políticas das cidades em que se encontram; isso é válido tanto para as cidades-sede (Curitiba, no caso da UFPR) quanto para as cidades que têm campi avançados das universidades (também no caso da UFPR: Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina, Pontal do Paraná e Toledo).

A UFPR, desde sua fundação em 1912, teve muitas fases; mas em todos os períodos, ela sempre foi um símbolo da cidade de Curitiba e, mais do que isso, o instrumento que o estado do Paraná criou para seu desenvolvimento social, econômico, científico, intelectual e político. Esse legado não pode ser desprezado ou destruído: ao contrário, tem que ser preservado e ampliado. Em particular, a federalização da UFPR, em 1951, foi uma conquista para a instituição, pois foi um importante reconhecimento acadêmico e político para ela – e, não menos importante, estabeleceu um orçamento robusto e constante para a universidade, garantindo sua permanência e sua expansão ao longo do tempo.

De maneira sintética, as características do projeto “Future-se” são as seguintes: (1) ele seria uma opção para ampliar a autonomia administrativa, orçamentária e pedagógica das IFES, (2) via instituições empreendedoras e inovadoras; (3) as IFES aderentes atuarão transformando-se em organizações sociais (OS), isto é, entidades privadas, com contratos de gestão, (4) cujo financiamento ocorrerá (4.1) via fundos de investimento imobiliários, (4.2) venda da marca comercial de cada IFES e (4.3) busca ativa de investimentos variados; finalmente, (5) cada IFES tem que se adequar a critérios de governança.

As características acima são apresentadas no projeto do “Future-se” com variados graus de detalhamento. Essa variação permite que alguns aspectos sejam tratados sem ambiguidade e em minúcias (em particular, o fim das IFES como instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão e também o ato formal de estabelecimento de contratos de gestão), enquanto muitos outros sejam tão somente citados, gerando as mais amplas e variadas dúvidas. Nesse sentido, entre as dúvidas, sem esgotar as dificuldades encontradas no projeto, podemos citar que (1) não se indica se as IFES (aderentes ou não) continuarão tendo o financiamento público integral de suas atividades, via orçamento da União; (2) não se fala sobre o que acontecerá com as IFES que não aderirem ao “Future-se” (em termos de orçamento público e de autonomia administrativa, orçamentária e pedagógica); (3) não se fala sobre o que acontecerá com a IFES que, por qualquer motivo, após um período qualquer de teste do projeto, decida reverter à situação jurídica anterior (como entidade de direito público); (4) não se define com clareza qual o âmbito de cada IFES que se transformará uma OS (a IFES em sua totalidade, cada faculdade, cada departamento etc.); (5) não se define se será possível a uma determinada faculdade (ou um departamento etc.) sair da OS para ter existência à parte (como entidade de direito privado ou público).

Em outras palavras, o projeto “Future-se” acaba revelando-se bastante vago a respeito de tópicos centrais. As IFES têm escritórios internos e fundações de direito privado dedicados à inovação e ao relacionamento com o mercado, resultando em inúmeros convênios e serviços prestados aos empresários. Esses relacionamentos, além disso, ocorrem em variados âmbitos: estágios didático-profissionais para os estudantes ou serviços e pesquisas tecnológicos, técnicos e sociais prestados para o setor produtivo. De qualquer maneira, importa notar que, historicamente, embora haja convênios da iniciativa privada com as IFES, esses convênios resultam na entrada de relativamente poucos recursos para as instituições; inversamente, o grande patrocinador externo de pesquisas nas universidades é o próprio governo, por meio de empresas públicas, estatais e economia mista. Aliás, isso repete no Brasil o que se vê também nos Estados Unidos e na Europa. Além disso, os convênios que a iniciativa privada geralmente celebra com as IFES caracterizam-se pela busca de soluções tecnológicas específicas, o que é legítimo e necessário, mas que passa longe do investimento em pesquisas básicas ou em áreas que são mais dificilmente objeto de interesse comercial (nas Ciências Naturais ou nas Ciências Humanas). Finalmente, vale observar que os recursos que as universidades obtêm, por meio de captação direta do setor privado, têm sido cada vez mais retidos pelo MEC, em vez de serem revertidos para as instituições.

No que se refere à governança, as IFES são financiadas com recursos públicos e, portanto, sempre se impôs o imperativo da contínua busca de maiores eficácia e eficiência, transparência e respeito ao bem comum. Isso se verifica na prática por meio de constantes fiscalizações, auditorias, avaliações internas e externas etc., obedecendo aos melhores parâmetros nacionais e internacionais.

As IFES não se recusam a discutir seus problemas e as suas possíveis soluções. As instituições apresentam problemas; não há segredo a respeito disso. Eles são conhecidos da sociedade civil, do governo e das próprias IFES; muitos são antigos, outros são novos, mas todos exigem solução, alguns com grande urgência. O “Future-se”, na forma que se apresenta, não é solução para esses problemas: ele apenas procura desfazer-se desses problemas, ao tirar as IFES da estrutura do Estado e lançá-las ao mercado.