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Setor de Ciências Exatas tem quatro cursos avaliados como “excelente” pelo Guia do Estudante

Setor de Ciências Exatas tem quatro cursos avaliados como “excelente” pelo Guia do Estudante

 
 
A Editora Abril divulgou o ranking de melhores cursos superiores brasileiros no Guia de Estudante. Na avaliação de 2018 quatro cursos do Setor de Ciências Exatas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), receberam cinco estrelas – atribuição máxima e que confere o conceito “excelente” para as graduações. São elas: Ciência da Computação (Bacharelado); Informática Biomédica (Bacharelado); Matemática (Licenciatura) e Química (Bacharelado).
 
A classificação é feita com base em um questionário enviado e preenchido pelos coordenadores dos cursos avaliados e, também, por um conhecimento prévio que o avaliador da editora Abril possui sobre a faculdade analisada. A avaliação do Guia nos anos anteriores é outro fator considerado.
 
Segundo o coordenador da Informática Biomédica, Lucas Ferrari de Oliveira, o curso de graduação é um dos mais novos no Setor de Ciências Exatas, que nasceu do esforço coletivo entre os Departamentos de Informática, Matemática, Estatística, Anatomia, Biologia Celular, Fisiologia, Bioquímica, Genética e Enfermagem. “O selo consolida um trabalho de 8 anos destes departamentos na formação de egressos cada vez mais capazes de desenvolver soluções nas áreas”. Essa é a primeira vez que o curso recebe cinco estrelas na avaliação. “Informática Biomédica é um curso da UFPR ainda pouco conhecido, mas a área já está se firmando no cenário nacional, com participação efetiva na Sociedade Brasileira de Computação (SBC) dentro do Comitê Especial de Computação Aplicada a Saúde (CE-CAS), na Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e na Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB)”, argumenta Oliveira.
 
Para o coordenador do curso de Química, Marcio Vidotti, a consolidação da graduação com a avaliação máxima pelo Guia do Estudante – esse é o segundo ano consecutivo que a graduação recebe cinco estrelas – reflete o grande esforço do corpo docente, administrativo e técnico do Departamento. “Nos últimos tempos tem sido realizada uma maior integração com o corpo discente para uma melhor programação de atividades visando uma melhora na qualidade do Curso em todos os aspectos. A grande visibilidade proporcionada pelo Guia do Estudante é sem dúvida motivo de orgulho e nos incentiva cada vez mais a proporcionar um excelente curso para nossos alunos, formando profissionais cada vez mais qualificados para atuarem na sociedade”.
 
Em comparação com a avaliação de 2017, o Setor de Ciências Exatas obteve o dobro de cursos estrelados. Ao todo, a Universidade Federal do Paraná teve 20 cursos avaliados com cinco estrelas.
 
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Resultado Consulta à Comunidade Setorial para escolha de Vice-Diretor de Setor

Será  realizada, no dia 06 de dezembro de 2018, das 9h às 21h, consulta à comunidade setorial, para escolha do Vice-Diretor do Setor de Ciências Exatas.

Os pedidos de inscrição deverão ser encaminhados à Comissão Eleitoral, mediante requerimento protocolado na secretaria do Setor de Ciências Exatas, das 09h às 12h e das 14h às 17h, nos dias 29 e 30 de novembro de 2018.

Consulte a seguir os Editais 17/18 de convocação da consulta, e 18/18 que divulga o regulamento para a consulta.

Consulte a seguir o edital de homologação das inscrições: Edital 01/18

Consulte a seguir o edital de resultado: Edital 02/18

Resultado Eleições para Chefias de Departamento e Coordenações de Curso

Serão realizadas eleições para os cargos de:

a) Chefe e Suplente de Chefe do Departamento de Estatística;
b) Chefe e Suplente de Chefe do Departamento de Informática;
c) Coordenador e Vice-Coordenador do Curso de Estatística;
d) Coordenador e Vice-Coordenador do Curso de Ciência da Computação;
e) Coordenador e Vice-Coordenador do Curso de Informática Biomédica;
f) Coordenador e Vice-Coordenador do Curso de Matemática Industrial;

As eleições serão realizadas no dia 06/12/2018 conforme Edital 16/18 e Resolução 03/18.

Consulte a seguir o edital de homologação das inscrições: Edital 01/18

Consulte a seguir o edital de Resultado: Edital 02/18

Empreendedorismo e inovação serão temas de palestra no Departamento de Química

Empreendedorismo e inovação serão temas de palestra no Departamento de Química

 
No dia 21 de novembro acontece a palestra “Desafios na carreira e nos modelos de negócios inovadores”, promovida pelo Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
 
O evento contará com a presença da professora Elenice Novak, do Departamento de Informática da UFPR. O objetivo é apresentar os desafios de carreira e a postura inovadora diante da dinâmica mundial apresentada em empresas e em centros de pesquisa.
 
Segundo Novak, inovação e empreendedorismo são os pontos centrais do evento – ancorados nos projetos de ensino pesquisa e extensão, e de formação curricular. “Na palestra, vamos discutir sobre a carreira, perfis e tendências que contribuem para o desenvolvimento e a consolidação de modelos inovadores, aplicáveis em diferentes instituições”, explica.
 
A palestra terá uma abordagem contextualizada para a Química, mas é aberta para toda a comunidade acadêmica.
 
 
Palestra Desafios na carreira e nos modelos de negócios inovadores
 
Data: 21/11/2018
Horário: 18h
Local: Auditório do Departamento de Química UFPR
 
 
 

Professor Felix Sharipov, do Departamento de Física, contribui para nova definição do Sistema Internacional de Unidades (SI)

Professor Felix Sharipov, do Departamento de Física, contribui para nova definição do Sistema Internacional de Unidades (SI)

 
Uma nova definição da unidade de medida de temperatura em kelvin, deve ser estabelecida na atualização do Sistema Internacional de Unidades (SI). Este, por sua vez, será apresentado oficialmente na 26ª Conferência Internacional de Pesos e Medidas (CGPM), que acontece na França, entre os dias 13 e 16 de novembro. A nova definição da unidade kelvin teve colaboração do físico Michael Moldover, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST), em parceria com o professor do Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Felix Sharipov.
 
A nova definição do SI pretende estabelecer de maneira mais precisa e confiável todas as unidades, com base em valores fixos das constantes fundamentais das leis da Física. Para a medida em kelvin não é diferente. Atualmente, é definido como 1/273,16 da temperatura do ponto triplo da água – temperatura que os estados sólido, líquido e gasoso ficam em equilíbrio entre si. No entanto, de acordo com o professor Felix Sharipov, a unidade começou a apresentar divergências, pois a composição e comportamento específico da água variam nas diferentes partes do mundo.
 
A partir da nova definição, a unidade de medida kelvin será estabelecida pela constante de Boltzmann, que é universal e muito usada em Mecânica Estatística e Química. Sendo assim, a recomendação é que seja definido de modo que a constante de Boltzmann tenha no SI o valor exato de 1,380649 x 10 ⁻²³ J/K (joules por kelvin). Sharipov esclarece que, nos últimos anos, foram feitos esforços para definir medidas mais precisas dessa constante. “Quando um estudo chega no limite das divergências entre os grupos , o valor é congelado”.
 

Cavidades dos experimentos realizados por Michael Moldover (Crédito da imagem: INRiM, NPL, LCN-LNE).


Foram os métodos desenvolvidos pelo físico Michael Moldover – do NIST – e seus colaboradores, que permitiram chegar aos números da constante de Boltzmann. Os pesquisadores construíram cavidades de vácuo cilíndricas (preenchidas por quantidades rarefeitas de gás nobres) e isoladas do ambiente por uma parede de aço. Foi medida a velocidade de propagação de som pelo gás, a partir da ressonância das ondas sonoras nas paredes da cavidade.
 
Como a velocidade do som em um gás depende da sua temperatura, a variação dela com o aumento ou diminuição da energia cinética dos átomos do gás se vincula ao valor da constante de Boltzmann. As medidas da velocidade do som com o gás nas variadas temperaturas permitiram aos pesquisadores estabelecerem a constante.
 
“A minha parte no estudo foi essa análise de interação da superfície. Usando as definições de contorno, era possível reduzir o erro experimental e congelar a constante de Boltzmann”, relata Sharipov. Sendo assim, para diminuir a incerteza nos números de velocidade do som, os pesquisadores utilizaram modelos de propagação de ondas sonoras – que levam em conta a diferença entre as temperaturas dos meios e da superfície, determinada por uma grandeza chamada coeficiente de salto. O professor, que é especialista em modelagem de gases rarefeitos, calculou os coeficientes de salto para os experimentos.
 
A nova definição do SI deve modificar os conteúdos de livros didáticos em todo o mundo a partir de 2019. Para o professor Felix Sharipov, é gratificante aplicar os estudos que realizou durante toda a sua carreira como pesquisador. “Fico feliz em tentar ser útil para a sociedade e saber que participei de uma coisa que tem grande importância para toda a ciência que lida com medidas, não só a Física”, conclui.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Mulheres pela Ciências Exatas: Elizabeth Wegner Karas é professora apaixonada pela sala de aula que inspira alunos dentro e fora da universidade

Mulheres pela Ciências Exatas: Elizabeth Wegner Karas é professora apaixonada pela sala de aula que inspira alunos dentro e fora da universidade

 

A pesquisadora faz parte do grupo de bolsistas produtividade em pesquisa do CNPq em Matemática. No Paraná são apenas duas mulheres, incluindo Elizabeth (Foto: Arquivo Pessoal)


A série “Mulheres pela Ciências Exatas” destaca a carreira de professoras do Setor de Ciências Exatas e o envolvimento delas na produção acadêmica dentro e fora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A terceira reportagem é sobre a professora do Departamento de Matemática e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Matemática, Elizabeth Wegner Karas. Docente da UFPR desde 1990, Elizabeth é reconhecida no campo da Matemática Aplicada e se destaca entre os pesquisadores da universidade. Além de fazer parte do grupo seleto de bolsistas produtividade em pesquisa do CNPq, ela também já recebeu o prêmio Guilherme de la Penha, da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC).
 
A paixão de Elizabeth pela Matemática já dava pistas quando criança. Se tinha uma coisa que a deixava animada era ajudar seu pai (que era o responsável pelas planilhas de compras de materiais para uma empresa de construção civil) quando ele levava “serviço para casa”. Quebra-cabeças de pesquisa de preços, cálculos minuciosos e tabelas eram como jogos infantis. “Meu pai nem imaginava que aqueles momentos marcariam tanto a minha trajetória”, conta.
 
Durante o Ensino Médio, ao cursar o técnico de Desenho Arquitetônico no Colégio Estadual do Paraná, Elizabeth conheceu a sua segunda inspiração no campo da Matemática: a professora Arlete Mendes. Foi ela uma grande incentivadora, ao ponto de pagar para Elizabeth as inscrições para o vestibular em Engenharia Cartográfica, na UFPR, e em Matemática, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A aluna fez jus e passou nos dois cursos.
 
O pontapé inicial da professora Arlete Mendes foi só o começo. Elizabeth fez Especialização em Informática na Metodologia do Ensino Superior; Mestrado em Matemática Aplicada, na Universidade de São Paulo (USP); Doutorado em cotutela de tese em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e em Matemática Aplicada pela Paris I – Panthéon Sorbonne; Pós-Doutorado no Instituto de Tecnologia de Tóquio e Pós-Doutorado na Academia Chinesa de Ciências.
 
UFPR
 
Se tornar professora aconteceu. Há mais de 30 anos dando aulas, Elizabeth começou na PUCPR, até que em 1990 prestou concurso público para lecionar da UFPR. Daqui ela nunca mais saiu. “Eu estou em sala de aula desde abril de 1987. É uma carreira que eu sou apaixonada. Adoro sala de aula, adoro estar em contato com os alunos e acho que consigo transmitir esse gosto para eles”.
 
Além da dedicação em sala de aula, a professora também tem a paixão pela pesquisa na Matemática. No Setor de Ciências Exatas ela é uma referência, resultado também da consciência do seu papel dentro de uma universidade pública. Elizabeth defende que possui uma grande dívida com a sociedade, pelos investimentos que recebeu em sua carreira.
 
“Todo o meu Ensino Fundamental e Médio foram em escolas públicas. No meu Mestrado, dois Doutorados e dos Pós-Doutorados recebi recurso público. Por fim, venho trabalhar em uma universidade pública. Eu tenho que dar esse retorno para a universidade e para a sociedade. E como procuro dar retorno? Dando boas aulas, passando bons exemplos pros nossos alunos e fazendo boa pesquisa”, argumenta a professora.
 
Pesquisa
 
Se faz sentido a expressão “quem conta um conto aumenta um ponto”, Elizabeth se orgulha em contar para todos o primeiro marco em sua carreira na pesquisa. Aconteceu numa noite de inverno, ao conhecer o professor Celso Penteado Serra quando esperavam o ônibus. O encontro fez surgir uma amizade, uma pesquisa sobre fractais e o livro Fractais gerados por sistemas dinâmicos complexos (1997), escrito pelos dois professores.
 
Segundo Elizabeth, fractais são figuras geométricas com padrões repetitivos e alto grau de detalhamento, produzidas por equações matemáticas e que podem ser estudadas e interpretadas por programas de computador. O estudo acabou se mostrando útil, também, para a medicina, quando os professores foram procurados por um aluno do curso da saúde para propor uma parceria em um projeto sobre Aplicação da Geometria Fractal na avaliação de tumores na boca. “Foi uma ótima experiência, que começou com uma conversa de ponto de ônibus. Gosto de ver como as pequenas atitudes diárias podem mudar o ciclo das coisas”.
 
Atualmente, Elizabeth tem se dedicado à pesquisa na área de Otimização Contínua, que tem foco de interesse na minimização ou maximização de uma função. Além de artigos científicos, a professora publicou em 2013 o livro Otimização Contínua: aspectos teóricos e computacionais, com coautoria do professor do Departamento de Matemática da UFPR, Ademir Alves Ribeiro.
 
Nesse campo, Elizabeth faz parte de um projeto de inovação e desenvolvimento em parceria entre a UFPR, Copel e Institutos Lactec. O objetivo é propor estratégias eficientes para o planejamento hidrotérmico do sistema brasileiro. A pesquisadora conta que um dos prazeres deste projeto é a oportunidade de trabalhar com ex-alunas da UFPR, graduadas na primeira turma do curso de Matemática Industrial e doutoras em Métodos Numéricos em Engenharia pela universidade. “Além de estar trabalhando com ex-alunas, o projeto tem sido gratificante por possibilitar a aplicação de algoritmos de filtro, propostos na minha tese de doutorado em problemas reais de grande porte”, relata.
 
De uma professora que investe e faz muita pesquisa na UFPR, Elizabeth se preocupa com o futuro da produção científica no Brasil. Ela conta que, trabalhando na universidade desde 1990, já viu muitas mudanças e a expansão da universidade, principalmente a partir de 2002. “ Vimos o Politécnico mudando e um resgate para trazer os alunas mulheres, alunos negros, alunos pobres para dentro da universidade. Uma política de inclusão que é fundamental. Os tempos agora são outros, eu estou assustada. Um país que não tem pesquisa, fica a mercê dos interesses internacionais”
 
Mulheres
 
Elizabeth é, atualmente, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Matemática (PPGM) da UFPR. Não é a primeira vez que a professora assume esse cargo, e também já participou de comitês na Capes, como a Comissão de Avaliação Quadrienal dos Programas de Pós-Graduação. Essas experiências são importantes no sentido de mulheres ocuparem mais espaços na área de Ciências Exatas, segundo Elizabeth.
 
“Se as alunas na Pós-Graduação e na Graduação não enxergam as mulheres, vão sendo desencorajadas. A proporção de mulheres numa turma diminui bastante da graduação para o mestrado e depois para doutorado. Já tive aluna que eu implorei para vir fazer mestrado, às vezes uma conversa pode ajudar a enxergar que pode ser diferente”, argumenta.
 
Atualmente na UFPR, 45% da turma de calouros dos cursos de Matemática e Matemática Industrial é mulher. No Mestrado do PPGM, 35% dos matriculados são mulheres (5 de 14 alunos), enquanto que no Doutorado o número diminui para 22% (6 de 27 alunos).
 
Diante da diferença entre a presença feminina para a masculina na área da Ciências Exatas, a pesquisadora conta dos esforços realizados para mudar esse cenário. Alguns deles são: o ciclo de debates “Matemática Substantivo Feminino”, que Elizabeth foi palestrante durante o I Encontro Paranaense de Mulheres na Matemática, realizado em Curitiba no mês de abril; e o edital do CNPq, ““Meninas nas Exatas, Engenharias e Computação”, que recebe projetos de pesquisadoras em âmbito nacional e do qual Elizabeth irá participar.
 
Em mais de 30 anos dedicados ao ensino, extensão e pesquisa, que são os pilares norteadores da UFPR, a professora continua dedicada por todo o trabalho que realiza dentro e fora da universidade. “Minhas escolhas sempre foram baseadas na realização pessoal. Parto do princípio de que fazemos bem feito quando fazemos o que gostamos. O resto é consequência”, conclui Elizabeth.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

“2001, uma Odisséia no Espaço” é tema de evento transdisciplinar com professores da Ciências Exatas

“2001, uma Odisséia no Espaço” é tema de evento transdisciplinar com professores da Ciências Exatas

 
O Grupo de Estudos Transdisciplinares da UFPR (SET) promove nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24/10) o evento “Um olhar transdisciplinar sobre ‘2001, uma Odisséia no Espaço’”. O encontro comemora os 50 anos de lançamento do filme de Stanley Kubrick e propõe uma análise da obra cinematográfica pela ótica de sete áreas da ciência.
 
Participam do evento os professores: Fabiano Silva (Ciência da Computação); Pedro Plaza Pinto (História); Pedro Dolabela Chagas (Letras); Rodrigo Caetano (Física); Gabriel de Luca (Psicologia); Hertz Wendel de Camargo (Comunicação Social); e Erasto Villa Branco (Biologia).
 
Na terça-feira, 23, acontecerá a exibição do filme no campus Reitoria, da Universidade Federal do Paraná. Enquanto que, na quarta-feira, 24, o encontro acontecerá no campus Centro Politécnico com apresentações e debates transdisciplinares.
 
Confira a programação:
 
23/10 (terça-feira): exibição do filme “2001, uma Odisséia no Espaço” no Anfiteatro 1000, Edifício Dom Pedro I, no campus da Reitoria, às 14h.
24/10 (quarta-feira): apresentações e debates sobre o filme, no campus Centro Politécnico – 9h30 às 12h no Anfiteatro da Informática / 14h às 17h30 no Anfiteatro da Física.
 
 
 

Doutoranda do PPGQ tem artigo publicado em periódico de destaque internacional

Doutoranda do PPGQ tem artigo publicado em periódico de destaque internacional

 
A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Laís Cristine Lopes, teve seu artigo da tese (defendida em agosto deste ano sob a orientação do Professor Aldo Zarbin) selecionado como trabalho de capa da Chemical Science, principal periódico da Royal Society of Chemistry e um dos mais respeitados da Química, por seu fator de impacto avaliado em 9,063.
 
O artigo descreve uma rota inédita de obtenção de grafeno – que é um nanomaterial leve e maleável, mais forte que o aço e ótimo condutor de calor e eletricidade -, através da síntese química, partindo de moléculas simples e condições brandas (temperatura e pressão ambiente).
 
Segundo Laís, o artigo nunca foi demonstrado anteriormente. Ela relata que seu trabalho representa um grande avanço na obtenção do grafeno, que tem despertado o interesse nas pesquisas realizadas em inúmeras áreas de conhecimento. Para o professor do Programa de Pós-Graduação em Química, Aldo Zarbin, o trabalho é uma descoberta importante para a comunidade científica. “O artigo reporta uma nova maneira de preparar um material estratégico de forte apelo tecnológico. Significa dizer que apresentamos uma nova maneira de fazer algo muito importante”.
 
Reconhecimento
 
A publicação do artigo como capa do periódico representa prestígio internacional para a pesquisa de Laís. A doutoranda recorda que, atualmente, fazer ciência é um desafio para os pesquisadores brasileiros. “Então considerando a hostilidade do ambiente nacional para a pesquisa científica, foi uma grande conquista ter o nosso trabalho reconhecido em um periódico internacional. Mesmo com tantos percalços, nós mostramos que se faz ciência de qualidade no Brasil”, afirma.
 
Na UFPR, o reconhecimento do artigo de Laís é mais uma contribuição para a excelência do Programa de Pós-Graduação em Química, de acordo com Aldo Zarbin. Para ele, um trabalho científico reflete não só os autores, mas também a instituição onde foi desenvolvido. Significa também a manutenção do conceito máximo do PPGQ e o nível de excelência do Setor de Cièncias Exatas.
 
Além da publicação no periódico científico, o artigo teve destaque na seção de novidades do site da Royal Society of Chemistry, que é uma organização internacional de publicações e conhecimento na área da ciência química.
 
Confira o artigo aqui.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Estão abertas as inscrições para palestra “Implicações de Danos em Biomoléculas na progressão e terapêutica do Câncer”

Estão abertas as inscrições para palestra “Implicações de Danos em Biomoléculas na progressão e terapêutica do Câncer”

 
Nos dias 17 e 18 de outubro acontece o evento “Implicações de Danos em Biomoléculas na progressão e terapêutica do Câncer”, organizado pelos Programas de Pós-Graduação em Física, em Biologia Celular e Molecular e em Ciências – Bioquímica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O objetivo do encontro é discutir de forma multidisciplinar os danos em biomoléculas relacionados à oncologia básica e aplicada buscando o avanço no tema e o estabelecimento de novas parcerias científicas.
 
A atividade faz parte do projeto institucional de Internacionalização PRINT/UFPR/CAPES. Dessa forma, contará com a palestra do cientista espanhol e especialista em efeitos da radioterapia, Prof. Dr. Gustavo García (CSIC, Madri).
 
Cientistas da área de oncologia também participarão do evento, são eles: Dr. Fábio Luis Forti e Dr. Márcio T. do Nascimento Varella, da Universidade de São Paulo (USP); Dra. Miriam G. Jasiulionis Leon, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Dra. Valéria Valente, da Universidade Estadual Paulista (UNESP); e Dra. Glaucia Martinez, Dr. Sérgio d’Almeida Sanchez e Dra. Daniela Moraes Leme, da UFPR.
 
Além das palestras, haverá apresentações de painéis e apresentações orais de trabalhos relacionados ao tema, produzidos por mestrandos e doutorandos das universidades.
 
Estão convidados a participar do encontro os estudantes de pós-graduação, pesquisadores e professores da UFPR, além de interessados de outras instituições de ensino superior e toda a comunidade acadêmica. As inscrições para o evento e para apresentação de trabalhos são gratuitas e estão abertas neste link. O número de vagas é limitado.
 
 
“Implicações de Danos em Biomoléculas na progressão e terapêutica do Câncer
 
Data: 17 e 18 de outubro
Horário: a partir de 8h30
Local: Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná
Mais informações
 
 
 

Mulheres pela Ciências Exatas: na Ciência da Computação Michele Nogueira Lima quer aplicar o conhecimento dentro e fora da universidade

Mulheres pela Ciências Exatas: na Ciência da Computação Michele Nogueira Lima quer aplicar o conhecimento dentro e fora da universidade

 

(Foto: Arquivo Pessoal)

A série “Mulheres pela Ciências Exatas” destaca a carreira de professoras do Setor de Ciências Exatas e o envolvimento delas na produção acadêmica dentro e fora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A segunda reportagem é sobre a professora e pesquisadora do Departamento de Informática e do Programa de Pós-Graduação em Informática, Michele Nogueira Lima. Docente da UFPR desde 2010, Michele lidera o grupo Centro de Ciência de Segurança Computacional (CCSC). Além disso, é pesquisadora premiada com estudos que têm relevância no meio acadêmico e impactos sociais.
 
Michele não chegou na Ciência da Computação por acaso. Já aos 16 anos passou no vestibular, mas quase caiu de paraquedas em uma área diferente: a Odontologia. Quando a vocação falou mais alto, Michele optou em cursar Ciência da Computação na Universidade Estadual do Ceará. Fez mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais, doutorado na Universidade de Sorbonne, na França, e Pós-doutorado na Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.
 
Foi em 2010 que Michele chegou na UFPR como professora visitante. Chegou para ficar. Assim que abriu concurso público a pesquisadora se inscreveu e foi aprovada, tornando-se professora efetiva naquele mesmo ano. A escolha pela UFPR também não foi por acaso. Para Michele, além da universidade ser uma das melhores do país, é também espaço que oferece liberdade aos pesquisadores e incentiva professores. “Hoje eu acho que estou passando por uma fase que a realização surge mais em ver os alunos crescerem. De ver o diferencial deles no mestrado, por exemplo. Acho que isso é o que dá mais retorno para o professor”, afirma.
 
Grupo CCSC
 
Michele não começou a carreira com o objetivo de ser pesquisadora. Aconteceu. Muito por isso, a pesquisa é hoje o fio condutor de seu trabalho dentro e fora da UFPR. Atualmente, a professora é líder do Centro de Ciência e Segurança Computacional (CCSC), grupo de pesquisa criado para estudos sobre segurança cibernética.
 
“A ideia é desenvolver pesquisas mais fundamentais no sentido de ter a matemática aplicada, que é a base da Ciência da Computação, evoluir essas pesquisas no desenvolvimento de algoritmos, protocolos e sistemas para segurança de redes de computadores, e então fazer a transferência tecnológica para a sociedade”, explica a professora.
 
O grupo conta hoje com a participação de 3 professores: Michele, Aldri luiz dos Santos e André Luiz Pires Guedes. Também conta com o envolvimento de cerca de 15 alunos do Programa de Pós-Graduação em Informática, um pesquisador do Pós-doutorado e também colaboradores de outras universidade, como da Universidade Federal de Juiz de Fora e a Universidade de Ottawa, no Canadá.
 
Duas frentes de enfrentamento
 
Como pesquisadora, Michele relata que vivencia cotidianamente dois enfrentamentos: o de fazer pesquisa no Brasil e o de ser mulher no campo científico. Para ela, o país passa por um período crítico. Em agosto deste ano, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sinalizou, em ofício enviado ao Ministério da Educação (MEC), que cerca de 93 mil bolsas de pesquisadores e pós-graduandos e 105 mil destinadas aos programas de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e de Residência Pedagógica poderiam ser suspensas com o orçamento da agência em 2019. O comunicado desencadeou uma mobilização em todo o país em defesa da produção científica brasileira.
 
Michele explica que a falta de recursos para a ciência pode ocasionar um impacto comprometedor em uma pesquisa. Ela relata que um corte orçamentário faz com que falte ao pesquisador recursos imprescindíveis para o desenvolvimento da pesquisa, tais como recursos humanos (por meio das bolsas oferecidas). Isto impede o avanço no estudo, prejudicando os próximos anos. “Retomar o progresso na pesquisa após cortes orçamentários requer um esforço muito maior, podendo levar alguns anos após reestabelecer os fomentos. Não é realista imaginar que cortes orçamentários irão impactar apenas aquele ano da pesquisa. Não é bem assim, é mais complicado que isto”, conclui.
 
No outro lado, mas ainda na mesma balança, a pesquisadora ressalta a presença da mulher na produção científica, principalmente na sua área de trabalho. Ela conta que na sua graduação, dos 50 alunos da turma apenas 5 eram mulheres, sendo que, somente Michele e mais uma colega concluíram o curso. Num ambiente majoritariamente masculino, um ponto fora da curva: “sempre fui respeitada, sempre tive minhas opiniões colocadas e ouvidas. Nunca tive preconceito por ser mulher no curso de exatas, mas sei que isso acontece. Sempre lidei muito bem com o ambiente, apesar de ser expressivamente masculino”, conta Michele. Ainda assim, a pesquisadora defende a importância de eventos, reuniões e atividades para incentivar cada vez mais a participação das mulheres no campo científico.
 
Além da UFPR
 
“Eu tenho essa motivação, de trazer os resultados das pesquisas para a sociedade”, define Michele. A professora sabe que o trabalho de um pesquisador transcende a UFPR. É por isso que, no ano de 2017, Michele participou do programa “Cientistas na Escola”, criado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, que abre as portas das escolas municipais para pesquisadores. O objetivo é incentivar crianças do Ensino Fundamental a conhecerem a carreira de cientista e abraçarem a prática do estudo.
 
Além de atuar fora da universidade, Michele tenta impulsionar que suas pesquisas tenham benefícios sociais. Nessa linha de estudo, a professora desenvolve um projeto de segurança associado ao monitoramento de saúde das pessoas. Para explicar a funcionalidade, ela conta que, a partir da pesquisa, seria possível prever sintomas com antecedência, como por exemplo um ataque cardíaco, e transmitir a informação de forma prioritária para um médico, ou um familiar da pessoa.
 
É nesse campo que Michele publicou, no ano de 2010, o livro “Saúde Móvel: Conceitos, Iniciativas e Aplicações”, primeira publicação brasileira que trata de comunicação sem fio na área da saúde. “A ideia era trazer as potencialidades da rede sem fio para os cuidados da saúde. Na época isso era meio futurista, e hoje vemos que é uma área que está despontando. O livro tinha a intenção de apontar essas inovações que estavam surgindo”.
 
Para Michele, seu trabalho não se resume em poucas palavras. Diante de toda essa trajetória, ela segue acreditando que o papel da universidade é a geração do conhecimento. Um ciclo que surge a partir da pesquisa brasileira e através da liberdade e incentivo aos professores.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Mulheres pela Ciências Exatas: Elisa Orth é pesquisadora reconhecida internacionalmente por estudos sobre agrotóxicos

Mulheres pela Ciências Exatas: Elisa Orth é pesquisadora reconhecida internacionalmente por estudos sobre agrotóxicos

 
Conheça a professora do Departamento de Química que acaba de receber um prêmio internacional
 

Esse é o quarto prêmio que a pesquisadora recebe, que representa um ganho também para a UFPR (Foto: Arquivo pessoal)


A série “Mulheres pela Ciências Exatas” destacará a carreira de professoras do Setor de Ciências Exatas e o envolvimento delas na produção acadêmica dentro e fora da UFPR. A primeira reportagem é sobre Elisa Orth, professora, pesquisadora do Departamento de Química e coordenadora do Grupo de Catálise e Cinética. Além de seu trabalho dedicado na pesquisa da UFPR, Elisa tem reconhecimento internacional por seus estudos sobre maneiras de resolver problemas gerados em relação aos agrotóxicos. Em setembro, ela vai à Tailândia para receber o prêmio Green Chemistry for Life Research Grant, oferecido pela empresa PhosAgro, UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada).
 
Na infância Elisa já visitava laboratórios acompanhada pela mãe, bióloga, e o pai, agrônomo. Do espírito investigativo de um cientista ela já tinha um pouco. Porém, seu sonho de criança era mesmo estudar chimpanzés na África, assim como a primatóloga Jane Goodall, que pesquisou, ao longo de 40 anos, a vida social e familiar dos chimpanzés na Tanzânia. Foi no Ensino Médio que Elisa conheceu e se fascinou pela Química. Trabalhar em laboratórios, assim como aqueles que passeava quando criança nunca foi uma possibilidade tão real. Fez graduação, mestrado e doutorado em Química na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 
Morar em Curitiba e trabalhar na UFPR foi a oportunidade que Elisa estava esperando. E chegou em 2012, depois do pós-doutorado que realizou na universidade. “Eu sempre quis dar aula em Curitiba, tenho uma ligação forte com a cidade. Então eu sabia que queria ser professora, sabia que queria ficar no Sul, e assim que surgiu o concurso na UFPR eu aproveitei”, relata. Desde então, assim como seus pais, é professora, pesquisadora e cientista, apaixonada pelo trabalho que realiza com os alunos na UFPR e dedicada em suas pesquisas, que renderam à ela quatro prêmios.
 
Prêmios
 
Na carreira acadêmica, Elisa já carrega em sua “bagagem” o Grande Prêmio Capes de Tese Milton Santos, na área de Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar – Materiais e Biotecnologia, que recebeu no ano de 2012. Em 2015, ganhou o Prêmio Para Mulheres na Ciência, realizado pela L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC). O reconhecimento internacional aconteceu em 2016 ao receber o Prêmio Rising Talents, da L’Oréal Fundation, ao lado de 15 pesquisadoras do mundo todo.
 
No panorama brasileiro, que é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, a importância da premiada pesquisa de Elisa fala por si só. Atualmente, 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros têm resíduos de agrotóxicos e 30% estão irregulares, segundo estudo desenvolvido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e Fundação Oswaldo Cruz. Além disso, está em tramitação na Câmara dos Deputados a PL 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação e amplia a lista de agrotóxicos disponíveis no mercado.
 
Elisa explica que o objetivo de sua pesquisa é o monitoramento e a destruição dos estoques/depósitos de agrotóxicos. Sendo assim: entender as reações químicas que podem tornar o produto menos nocivo para a saúde humana. O estudo não para dentro da universidade. A intenção é também criar mecanismos e dispositivos para que o consumidor, e até centros de distribuição de alimentos, possam monitorar a presença de agrotóxicos. “O que estamos tentando fazer é descobrir formas para que, ao lavar uma verdura possamos usar a água da lavagem e saber se há agrotóxico no alimento”, explica.
 
Neste ano, outra vertente da pesquisa de Elisa ganha um prêmio internacional. Em setembro, a professora receberá o Green Chemistry for Life Research Grant, cuja premiação será realizada durante o Congresso Mundial de Química Verde, promovido pela IUPAC. Na esteira da sustentabilidade, o estudo da pesquisadora consiste em encontrar alternativas para a destruição de agrotóxicos. Eis a ideia: usar o lixo agrícola, como por exemplo a casca do arroz, modificar e reutilizar para que seja utilizado nessa destruição.
 
A conquista do prêmio significa para Elisa o reconhecimento do seu trabalho. Erra quem pensa que somente a professora sairá ganhando. Pesquisadores e universidade a que estão vinculados, receberão um valor em dinheiro para o investimento na pesquisa premiada. Além disso, esse é um incentivo para toda a pesquisa na UFPR, principalmente aos alunos, que são parte do processo. “Receber um prêmio como esse é muito estimulante, tanto para mim, como para o meu grupo e para meus alunos. São eles quem fazem a pesquisa. Eu oriento e supervisiono, mas eles também se sentem privilegiados”, diz a pesquisadora.
 
O grupo a que Elisa se refere é o Grupo de Catálise e Cinética (GCC), da UFPR. Fazem parte da equipe quatro alunos de doutorado, três de mestrado e quatro estudantes de iniciação científica.
 
Mulheres pela ciência
 
“As portas estão abertas para as mulheres na produção científica, porém ainda há muitos entraves”. Essa é a opinião de Elisa sobre a representatividade feminina na ciência. No Brasil as mulheres representam 49% do número total de pesquisadores, segundo a Elsevier, editora de artigos científicos. No entanto, para a pesquisadora, os números podem ser desfavoráveis, pois as mulheres vão sumindo ao longo da carreira. Na Academia Brasileira de Ciências, por exemplo, dos 518 membros, 14% são mulheres.
 
“Podemos entrar na sala de aula e ver muitas meninas estudando. Mas ao subir a carreira, tendo status mais importante, dificilmente são mulheres as que aprovam projetos ou que desenvolvem projetos mais caros, que têm dinheiro para pesquisa e que são chamadas para falar na mídia sobre ciência”, defende Elisa.
 
São por estes motivos que a professora busca se envolver na temática. Há cinco anos participou do projeto “Meninas e jovens fazendo Ciências Exatas, Engenharia e Computação”. Ela e mais pesquisadoras iam à escolas para conversar com meninas, incentivá-las a conhecer e se interessar pela Ciências Exatas. O projeto acabou, porém Elisa não se deu por satisfeita e ainda hoje participa de eventos para falar sobre a atuação de mulheres na ciência. A pesquisadora destaca sua participação na última edição do Pint of Science, que aconteceu em Curitiba no mês de maio.
 
Realização
 
Diante da carreira que não está no começo, e muito menos no fim, Elisa reconhece o apoio que recebe do Setor de Ciências Exatas e da UFPR. Na participação de eventos, premiações e pesquisas, ela destaca o suporte da universidade. “É uma universidade que acha importante o papel da mulher, acha importante a pesquisa, acha importante o reconhecimento das aulas. Tudo o que eu faço é com muita paixão, e eu me sinto bastante realizada aqui dentro”.
 
Quando perguntada sobre os sonhos, a professora é taxativa: já está realizando. Por meio das pesquisas, aulas, contato com os alunos, Elisa conquistou aquilo que quis desde a infância: resolver problemas como cientista.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Como o corte orçamentário da Capes afeta o Setor de Ciências Exatas

Como o corte orçamentário da Capes afeta o Setor de Ciências Exatas

 
No último dia 1º de agosto, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sinalizou, em ofício enviado ao Ministério da Educação (MEC), que cerca de 93 mil bolsas de pesquisadores e pós-graduandos e 105 mil destinadas aos programas de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e de Residência Pedagógica poderão ser suspensas a partir de agosto de 2019. Isto se, o orçamento da agência for mantido menor ao previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
 
Segundo a Capes, a medida afetaria a continuidade de programas de cooperação internacional desenvolvidos pelas universidades públicas federais. Além disso, interromperia o funcionamento do Sistema de Universidade Aberta do Brasil e do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica.
 
O corte orçamentário da Capes se estende à todas as universidades brasileiras e chega ao Setor de Ciências Exatas que, segundo o diretor do Setor, Marcos Sunye, está entre os maiores produtores de conhecimento da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O Setor possui oito programas de Pós-Graduação. São eles: Educação em Ciências e Matemática (PPGECM), Engenharia e Ciência dos Materiais (Pipe), Física (PPGFis), Informática (PPGInf), Matemática (PPGM), Matemática em Rede Nacional (ProfMat), Métodos Numéricos em Engenharia (PPGMNE) e Química (PPGQ).
 
Marcos Sunye explica que quase todos os pesquisadores do Setor de Ciências Exatas estão nos programas de pós-graduação, cujo principal financiador é a Capes. O Programa de Pós-Graduação em Física tem, atualmente, 42 bolsistas da Capes – divididos entre o mestrado e doutorado -, num total de 75 alunos matriculados. No Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais o número não é diferente, são 39 bolsistas entre 70 alunos matriculados.
 
Em contrapartida, o Programa de Pós-Graduação em Química tem um número expressivo de bolsas disponibilizadas. De acordo com a coordenadora do PPGQ, Jaísa Fernandes Soares, 90% dos alunos são bolsistas da Capes. Para ela, os cortes propostos inviabilizariam o funcionamento de todos os programas de pós-graduação da UFPR, incluindo o PPGQ. “Isso significará a interrupção de muitos projetos em andamento e impossibilitará o início de outros. Além disso, os estudantes não terão condição de se manter na pós-graduação”, relata.
 
Porque as bolsas são importantes para a ciência produzida na UFPR
 
A produção científica não se limita aos cursos do Setor de Ciências Exatas. Contempla todos os setores da UFPR: da Biológicas ao Setor de Artes, Comunicação e Design. Jaísa explica que atividades de pesquisa com impactos de curto, médio e longo prazo são desenvolvidas nos vários departamentos da UFPR. “Através da pesquisa científica desenvolvida na nossa Instituição são descobertos novos medicamentos para doenças que afetam a população brasileira e mundial; são desenvolvidos catalisadores para reações químicas de grande importância industrial; são estudadas melhorias no processo ensino-aprendizagem que impactam a educação em todos os níveis, entre outras pesquisas”, exemplifica.
 
Diante disso, a oferta das bolsas pela Capes e outras agências, como o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Finep (Financiadora de Inovação e Pesquisa), cria um ambiente estável que favorece a proposta de novas atividades nos programas de pós-graduação. É o que relata a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Matemática da UFPR, Elizabeth Wegner Karas. Segundo ela, um corte orçamentário por parte do governo federal causaria impactos no fomento à pesquisa do PPGM.
 
“É altamente recomendável dedicação exclusiva por parte alunos a fim de concluir o curso de Pós-Graduação em Matemática com êxito. Em contrapartida, há um esforço enorme para que todos nossos alunos sem vínculo empregatício e com bom desempenho acadêmico tenham bolsa. Sem ela, os alunos não conseguem se manter financeiramente e nem se dedicar totalmente aos estudos e pesquisa”, defende Elizabeth.
 
A pesquisa científica tem relação com a economia brasileira. Marcos Sunye conclui que por isso, os cortes são inaceitáveis. “Qualquer gestor bem informado (e bem formado) sabe que o desenvolvimento econômico depende do investimento em ciência e tecnologia de universidades e institutos de pesquisa”.
 
Entenda mais sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias
 
Na terça-feira (14/08), o governo federal sancionou a LDO contendo regras para a composição do orçamento para 2019. O documento manteve orçamento do Ministério da Educação (está aí incluso a Capes) igual ao valor de 2018, mais a correção da inflação. Até o dia 31 de agosto o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) deve ser encaminhada ao Congresso Nacional, para ser aprovada até o final de 2018.
 
Enquanto isso, o MEC repassou à Capes a previsão de que, para 2019, a redução no orçamento será em cerca de 11%. Para a agência, representa uma queda de R$ 580 milhões, considerando o orçamento de 2018 sem o valor da inflação. Segundo o ofício encaminhado ao Ministério da Educação, o corte é significativo em relação ao orçamento deste ano.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Projeto de extensão do Departamento de Informática promove ações para prevenir o aliciamento infantil na internet

Projeto de extensão do Departamento de Informática promove ações para prevenir o aliciamento infantil na internet

 
No Brasil, 86% das crianças e adolescentes possuem perfil em redes sociais. Esse é um dado da pesquisa TIC Kids Online Brasil, de 2016, desenvolvida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O estudo ainda revelou que 42% das crianças e adolescentes já tiveram contato na internet com uma pessoa que não conheciam pessoalmente. Pensando nisso, o projeto de extensão “Prevenção ao Aliciamento de Crianças e Adolescentes”, propõe ações que contribuem para a prevenção do assédio via tecnologia, a partir de orientações quanto ao uso de sistemas de Tecnologia de Informação (TI) como ferramentas e objeto de pesquisa, desenvolvimento de um portal online e realização de eventos. Os trabalhos serão aplicados em uma escola municipal de Curitiba, como ambiente-piloto, e serão estruturados conforme o público (professores, técnicos, pais e responsáveis de estudantes).
 
As atividades do projeto começaram em março de 2018, com reuniões técnicas, alinhamento conceitual e busca de parcerias institucionais que colaborem com o alcance dos objetivos definidos, por meio de palestras e apoio no desenvolvimento de pesquisas, tecnologias e outras produções acadêmicas. Por se tratar de um assunto com caráter interdisciplinar, a equipe conta com docentes dos Setores de Exatas, Educação Profissional e Tecnológica, Educação e Saúde, além de dois alunos bolsistas, da graduação em Pedagogia e do curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Porém, outras áreas afins ao tema deverão ser agregadas. A articulação com parceiros institucionais começou em 2017, quando foram realizados contatos com representantes da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, do Centro Universitário UNIBRASIL e do Instituto Tecnologia & Dignidade Humana, dentre outros.
 
Segundo a professora do Departamento de Informática e coordenadora da equipe de extensão, Elenice Mara Matos Novak, a ideia do projeto surgiu depois de perceber a necessidade de ampliar as pesquisas científicas e atividades extensionistas sobre o tema, associando aos diferentes usos das tecnologias, diante de um aumento de casos no Brasil. “O assunto é sensível e necessário. E, por meio desse projeto, consolidamos um papel social na forma de ações que mostrem a prevenção como uma atuação necessária”.
 
Palestras em escolas
 
As primeiras ações do projeto de extensão serão dois eventos realizados ainda este ano e, a partir de 2019, o projeto promoverá palestras sobre prevenção do aliciamento de crianças e adolescentes em escolas públicas de Curitiba. Isso porque, segundo Elenice, a internet abre espaço para aliciadores, e as crianças devem estar preparadas para identificá-los. “Hoje há uma tendência das crianças se comunicarem por jogos da internet. É por aí que muitos aliciadores se aproximam”, explica Novak.
 
O aliciamento pode começar pela interação do agressor também através das redes sociais, uma vez que 91% das crianças e adolescentes acessam a internet pelo celular, de acordo com a TIC Kids Online Brasil. Elenice completa que, diante da configuração do problema, é importante desenvolver palestras para abrir o canal de diálogo com pais, responsáveis e comunidade escolar sobre o assunto. O objetivo é fortalecer o entendimento desse grupo sobre o monitoramento de seus filhos ou alunos na internet e esclarecer formas de observar mais atentamente os relacionamentos dos menores no espaço virtual.
 
Portal de informação
 
Além das palestras, o projeto de extensão pretende colocar no ar, até o final de 2018, um site com um acervo de conteúdos ligados ao assunto, títulos, pesquisas, dissertações, teses, cartilhas, entrevistas com profissionais e links de instituições que desenvolvem projetos, pesquisas e atuam com o tema. Esse ambiente estará disponível para o acesso da sociedade.
 
O portal está sendo desenvolvido pelo estudante do sexto período do curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Jhonny Izidoro Menarim. Ele é bolsista do projeto de extensão, e considera que o desenvolvimento do site vai trazer benefícios sociais e também colaborar com a sua formação universitária. “Antes de ingressar, eu não imaginava o quão trabalhoso é manter um projeto. Caso eu queira seguir uma carreira acadêmica, meu envolvimento nas atividades com o portal vai me ajudar bastante”.
 
Ainda neste ano, a equipe do projeto deve participar da Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPR (SIEPE). Além disso, a professora Elenice Mara Matos Novak conta que a intenção é, futuramente, desenvolver um aplicativo que indique cuidados nas comunicações entre crianças e outras pessoas que não estão em seu convívio.
 
“Minha expectativa é que o projeto ajude a intensificar o processo de prevenção ao aliciamento. Não vamos acabar com o problema, mas trabalharemos para deixar as crianças, adolescentes, pais e professores mais atentos” conclui a professora.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Grupo de pesquisa do PPGQ têm artigo publicado em revista científica internacional

Grupo de pesquisa do PPGQ têm artigo publicado em revista científica internacional

 
O Laboratório de Processos e Projetos Ambientais (LABPPAM), do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) do Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve o artigo “Effect of surface and porosity of biochar on water holding capacity aiming indirectly at preservation of the Amazon biome” (Efeito da superfície e porosidade de biochar na capacidade de retenção de água visando indiretamente a preservação do bioma Amazônico, em português) publicado no periódico Scientific Reports do grupo Nature.
 
Os autores do artigo são os pesquisadores do LABPPAM: a doutora Estela Mari da Cunha Cardoso Batista, a aluna do pós-doutorado Juliana Schultz, as doutorandas Tassya Thaiza da Silva Matos e Mayara Regina Fornari, e os professores Rilton Alves de Freitas e Antonio Salvio Mangrich. Além disso, são também autores o professor Bruno Szpoganicz e a aluna de doutorado Thuany Ferreira, da Universidade Federal de Santa Catarina.
 
O objetivo do artigo é explicar quais fatores influenciam no aumento da capacidade de retenção de água dos solos. Sendo assim, o trabalho caracteriza o biochar, que é um tipo de carvão obtido a partir de matérias orgânicas, como a casca de coco, e propõe como alternativa viável a aplicação dos biochars provenientes de resíduos da agricultura e da agroindústria para melhorar a capacidade de retenção de água dos solos do semiárido brasileiro.
 
A pesquisadora do LABPPAM, Estela Mari da Cunha Cardoso Batista, explica que o tema do artigo é importante devido os problemas socioambientais causados pelo acúmulo de resíduos agroindustriais e a falta de água que ameaça as regiões áridas e semiáridas. “O trabalho propõe o reaproveitamento destes resíduos para evitar a sua acumulação, contribuindo para o controle da poluição, proporcionando melhores condições de saúde pública e viabilizando a sustentabilidade do crescimento da produção agrícola”, relata.
 
Essa é a terceira vez que um artigo de um grupo de pesquisa do PPGQ é publicado na revista internacional. Segundo o professor do PPGQ, Antonio Salvio Mangrich, muitos pesquisadores desejam publicar um artigo no periódico. “Arriscamos mandar o artigo para eles e deu certo. Por ser acessível a muitos pesquisadores, independente da área que atuam, certamente será lido por todos os interessados no assunto”, conclui Mangrich.
 
O Programa de Pós-Graduação em Química recebeu, em 2017, nota máxima (7) na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC). Foi a maior nota atribuída entre os programas de pós-graduação do Setor de Ciências Exatas, o que garante ao PPGQ a excelência da formação de seus alunos e a inserção internacional. Confira aqui.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

II Matematiza reúne alunos de Ensino Fundamental durante as férias para aprender de forma lúdica sobre Simetrias

II Matematiza reúne alunos de Ensino Fundamental durante as férias para aprender de forma lúdica sobre Simetrias

 

Os alunos participaram de atividades em grupo, com recorte e colagem para compreender os conceitos matemáticos (Foto: Elisângela Campos)


Na tarde desta quinta-feira (19/07) teve início o II Matematiza, atividade coordenada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) da Matemática, com apoio do Departamento de Matemática e da Coordenação de Licenciatura e Bacharelado em Matemática, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O evento acontecerá também na sexta-feira (20) e oferece aulas de matemática de forma interessante, acessível e instigante aos estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.
 
O tema desta edição do Matematiza é “Simetrias”. Durante os dois dias de evento, os estudantes aprenderão conceitos da matemática em aulas ministradas por alunos da Graduação em Matemática, da UFPR. Participaram deste primeiro dia de atividades 16 estudantes.
 
Segundo a professora e coordenadora do Matematiza, Elisângela Campos, o evento pode ser um primeiro contato de alunos do Ensino Fundamental com a universidade, e também tem a finalidade de expandir o aprendizado da matemática oferecido no ensino regular. “O objetivo é trazer os alunos à universidade, e mostrar que a matemática vai além do que eles aprendem na escola”, argumenta.
 
São os estudantes da Graduação em Matemática, que elaboram o material didático utilizado nos dias de atividades. São 10 alunos voluntários que participam do Matematiza, que contou também com a colaboração de estudantes do Licenciar – programa da UFPR que contempla projetos de apoio à qualidade de ensino nas licenciaturas.
 
Matemática de forma simples
 
Essa é a segunda edição do Matematiza. A ideia do evento surgiu no ano de 2016, quando a professora Elisângela estava na premiação da Olimpíada Paranaense de Matemática (OPRM) e percebeu que o Departamento de Matemática não oferecia nenhum evento voltado especialmente aos estudantes do Ensino Fundamental. A intenção inicial foi trazer os alunos dessa etapa de ensino para dentro da universidade.
 

(Foto: Elisângela Campos)

A estudante do 6º período da Licenciatura em Matemática, Danielle Maceno da Silva, participa da elaboração do Matematiza pela segunda vez, e conta que a escolha do tema “Simetrias” segue o objetivo do evento que é abordar assuntos matemáticos geralmente ensinados sem profundidade na escola. “Essa é a intenção Matematiza. Tentamos trazer de forma diferenciada e simplificada o conteúdo que eles viram na escola. Usamos recortes, folha, papel colorido e fazemos atividades em grupo, pra ficar dinâmico”.
 
Gabriel Menegasso é estudante do 9º ano do Ensino Fundamental e participa do Matematiza pela primeira vez. O fato do evento acontecer no período das férias escolares foi o principal motivo para ele se inscrever. “Eu gosto de matemática, e nessas férias ficaria em casa sem fazer nada produtivo. No fim está sendo bem legal participar. Superou minhas expectativas”, conta o adolescente, que também participou do Brincando de Matemático pela manhã.
 
 
 

(Foto: Elisângela Campos)

Alunos da universidade também ganham ao participar
 
Os estudantes de graduação e voluntários começaram a preparar o Matematiza em abril deste ano. A primeira etapa foi estudar o tema Simetrias a partir de livros de graduação e materiais da internet. Para a professora Elisângela Campos, outro processo importante de estudo foi a análise de livros didáticos escolares, para ver como formular a apostila usada pelos adolescentes nos dois dias de evento.
 
Danielle conta que, como aluna de graduação, participar da organização do Matematiza é uma experiência que agrega na sua formação. “É diferente do que temos na universidade, do que vamos ver no estágio, e uma oportunidade nova. Gostei muito de participar ano passado. Como esse ano surgiu a oportunidade e pensando em manter o projeto, decidi ser voluntária”, conclui.
 
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
 

Brincando de Matemático leva alunos de Ensino Médio para dentro das salas de aula do Setor de Exatas da UFPR

Brincando de Matemático leva alunos de Ensino Médio para dentro das salas de aula do Setor de Exatas da UFPR

 

Cerca de 40 estudantes participaram do primeiro dia do Brincando de Matemático (Foto: Gustavo Sarturi)


Começou na manhã de hoje (17/07) a 14ª edição do Brincando de Matemático, atividade coordenada pelo Programa de Educação Tutorial – o PET Matemática, em parceria com o Departamento de Matemática da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O evento vai até sexta-feira (20) e promove aulas de matemática, de forma acessível, para estudantes do Ensino Médio.
 
O tema do Brincando de Matemático deste ano é “Teoria dos Grafos”, assunto que não é ensinado nas aulas de matemática oferecidas durante o Ensino Médio. Participaram deste primeiro dia de evento cerca de 40 estudantes. Durante quatro dias, os participantes aprenderão os conceitos mais avançados da matemática, de maneira interessante e também lúdica.
 
Para o tutor do PET Matemática, José Carlos Eidam, o Brincando de Matemático é uma oportunidade em que tanto a universidade – por meio dos alunos que participam do PET Matemática – quanto estudantes do Ensino Médio saem ganhando. “Essa é uma ferramenta importante para divulgar o ensino de matemática, de maneira acessível, para alunos que ainda não entraram na universidade, mas têm interesse pela nossa área de conhecimento”, relata.
 
São os estudantes de graduação e integrantes do PET Matemática que ministram as aulas durante os quatro dias de atividade. Ao fim de cada manhã acontece uma brincadeira que relaciona os conceitos ensinados durante o dia. Gincana, mímica, caça ao tesouro ou um desafio de trilha, que tem o objetivo de encontrar o menor caminho para chegar até o ponto final usando a teoria da aula. Esses são exemplos de atividades que serão aplicadas com os participantes.
 
Contato com a UFPR antes de entrar na universidade
 
Embora o público-alvo do Brincando de Matemático seja alunos de Ensino Médio, segundo o estudante do 6º período do Bacharelado em Matemática e integrante do PET Matemática, João Lubanco, também participam alunos de Ensino Fundamental e por vezes até universitários. Para ele o objetivo do evento é mostrar, principalmente ao jovem que ainda não entrou na universidade, temas que um matemático estuda. “É comum uma pessoa gostar de matemática, mas acabar indo para a área de Engenharia, por exemplo. Nesse evento, o fundamental é mostrar os caminhos da matemática ou o que um matemático faz”, conta Lubanco.
 
Eduardo Fortes é estudante do 1º ano do Ensino Médio e participa pela segunda vez do Brincando de Matemático. Ele também frequenta as aulas do Polo Olímpico de Treinamento Intensivo da Matemática (POTI), do Departamento de Matemática da UFPR. Estar pela segunda vez no Brincando de Matemático significa abrir horizontes além das aulas que ele tem em seu colégio. “Acho interessante, pois o tema é um assunto que nunca será abordado na escola, e às vezes, são assuntos que podem cair nas Olimpíadas. Eu quero fazer ITA [Instituto Tecnológico da Aeronáutica], e participar significa me preparar”.
 
João Lubanco conta que já houve vezes que um aluno participou da atividade e no ano seguinte passou no vestibular para a Graduação em Matemática. De acordo com ele, esse é um saldo positivo que também envolve o evento “Um dia na Matemática”, promovido pelo PET Matemática, que acontecerá no dia 10 de agosto.
 
Alunos que dão aula
 
O Brincando de Matemático começou a ser preparado pelos estudantes do PET Matemática desde o ano passado. Funciona assim: passa um evento e logo depois o Brincando de Matemático do ano seguinte começa a ser planejado. Durante seis meses os estudantes da graduação estudam o tema do próximo evento, como exemplo, a Teoria dos Grafos. Nos meses seguintes, se debruçam a formular a apostila, que será o material usado durante os quatro dias de atividades.
 
“É uma experiência gigantesca para os alunos do PET, pois aprendemos sobre o tema que daremos aula e temos que pensar na organização da apostila. Nós da graduação ganhamos bastante com o Brincando de Matemático”, completa João Lubanco, que há dois anos faz parte do PET Matemática.
 
Por Maria Fernanda Mileski
 
 
Confira algumas imagens:
 

As aulas são ministradas por integrantes do PET Matemática (Foto: Gustavo Sarturi)


As apostilas usadas durante as aulas foram formuladas pelos estudantes do PET Matemática (Foto: Gustavo Sarturi)


Os estudantes participarão de dinâmicas ao final de cada aula para assimilar as teorias aprendidas (Foto: Gustavo Sarturi)


 
 
 

Pesquisadores das Exatas têm plataforma para divulgar seus trabalhos

Pesquisadores das Exatas têm plataforma para divulgar seus trabalhos

 
 
Os trabalhos de pesquisa realizados no âmbito da Universidade muitas vezes não recebem o reconhecimento e a visibilidade que merecem. Visando, então, valorizar o empenho de seus pesquisadores, o Setor de Ciências Exatas lança a Vitrine Tecnológica, website voltado para a indexação de projetos e tecnologias.
 
Na plataforma, é possível consultar os projetos, ver sua descrição, pesquisador responsável, pontos fortes e acordos firmados. Dessa forma, possíveis parceiros – como outros pesquisadores, instituições, organizações e empresas – podem facilmente conhecer os projetos e entrar em contato para firmar uma parceria.
 
A lista extensa de projetos e tecnologias está aos poucos sendo adaptada para a estrutura do website. Os pesquisadores que desejarem ter o seu trabalho exposto na Vitrine Tecnológica também podem fazer isso respondendo a um formulário online.
 
Mais informações
Para tirar dúvidas ou obter mais informações, entre em contato com a Secretaria de Projetos do Setor de Ciências Exatas.
 
E-mail: projetos.exatas@ufpr.br
Telefone: +55 41 3208-6312
Local: Prédio do Setor de Ciências Exatas, 4º andar, sala 402
Centro Politécnico da UFPR
Horário de funcionamento: das 8h30 às 17h30 horas
 
 
 

Setor de Ciências Exatas conta com apoio para gerenciamento de projetos

 
 
Os pesquisadores do Setor de Ciências Exatas contam, desde março de 2017, com o suporte, apoio e assessoramento da Secretaria de Projetos. Trata-se de uma unidade vinculada à Direção que define e mantém padrões de gerenciamento de projetos.
 
“A Secretaria de Projetos é uma facilitadora dos procedimentos burocráticos que tanto dificultam a vida dos pesquisadores, contando sempre com o apoio das fundações da UFPR – Funpar e Fupef”, explica a servidora Simone Marin Israel.
 
Sua função é, em resumo, orientar práticas que envolver a gestão e implementação de projetos. Também auxilia em tarefas relacionadas às parcerias – que podem ser firmadas com órgãos do governo, entidades nacionais e estrangeiras, grupos de pesquisa, entre outros – e acompanha as atividades até a conclusão.
 
A professora Ana Luísa Lacava Lordello, Chefe do Departamento de Química, conta que buscou o auxílio da Secretaria para tramitação de um projeto de cobrança pela Central Analítica junto ao Conselho de Planejamento e Administração (Coplad).
 
“Eram tantos detalhes e resoluções que me sentia perdida. Se não fosse a ajuda, paciência, disponibilidade e competência da equipe da Secretaria, não sei se teríamos logrado êxito nesta empreitada”, defende. “Tenho, sempre que possível, recomendado aos docentes do Departamento de Química que procurem o apoio quando surgem novas possibilidades de interação profissional.”
 
Para dar este suporte, a Secretaria de Projetos fornece informações relevantes e precisas, garantindo que as escolhas e decisões sejam tomadas de forma embasada e com segurança. Para otimizar o trabalho despendido na formalização das parcerias, centraliza modelos de acordo e melhores práticas.
 
Por fim, também gerencia documentação, histórico de projetos e conhecimento organizacional. Com este apoio, as equipes de projeto podem fazer seus trabalhos com menos burocracia e sempre respeitando as regras institucionais.
 
Benefícios
 
Alinhada com a estratégia organizacional do Setor de Ciências Exatas, a Secretaria de Projetos contribui com a melhoria de processos. Ela apoia a elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos nos quais a UFPR, por meio do Setor de Ciências Exatas, seja a instituição proponente ou parceira.
 
Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação
 
Além do trabalho prestado, Simone afirma que a Secretaria busca acompanhar as alterações legislativas para usufruir de todos os benefícios em prol do desenvolvimento científico e tecnológico. Um exemplo é a publicação do Decreto 9.283/18, que regulamenta o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
“Esse decreto institui novos instrumentos jurídicos que facilitam imensamente alguns procedimentos e vai além quando trata da internacionalização e da participação das fundações de apoio”, explica Simone.
 
O processo de transferência de tecnologia, por exemplo, foi simplificado, bem como o remanejamento de recursos de uma categoria de programação para outra.
 
Já a documentação exigida para a aquisição de produtos para pronta entrega foi reduzida, além de permitir maior compartilhamento de recursos entre entes públicos e privados.
 
“Ainda não temos os procedimentos internos pautados nesse Decreto, publicado em 8 de fevereiro, mas acreditamos que em breve a Universidade promova essa adequação”, afirma Simone.
 
Mais informações
Entre em contato com a Secretaria de Projetos do Setor de Ciências Exatas.
 
E-mail: projetos.exatas@ufpr.br
Telefone: +55 41 3208-6312
Local: Prédio do Setor de Ciências Exatas, 4º andar, sala 402
Centro Politécnico da UFPR
Horário de funcionamento: das 8h30 às 17h30 horas
 
 
 

Resultado das Eleições para Chefia do Departamento de Química e Coordenação do Curso de Matemática

Resultado das Eleições para Chefia do Departamento de Química e Coordenação do Curso de Matemática

Estão disponíveis os resultados das eleições para Chefia do Departamento de Química e Coordenação do Curso de Matemática. A votação aconteceu no dia 04 de Julho de 2018.

Maiores informações estão disponíveis nos documentos abaixo:

– Resolução 02/18 – CONSET-ET;

– Edital 11/18 – Eleição Departamento de Química;

– Edital 12/18 – Eleição Coordenação do Curso de Matemática;

Homologação das inscrições – Eleições para Departamento de Química e Coordenação do Curso de Matemática

Edital 02.18 – Resultado das Eleições

Um dia na Matemática – 2018

Um dia na Matemática – 2018

 

Um dia na Matemática é uma atividade de extensão voltada exclusivamente para os alunos do 3o ano do Ensino Médio.

 

No dia 10 de agosto, das 13h30 às 17h30, serão promovidas palestras e discussões mostrando aos estudantes o cotidiano do aluno do Curso de Matemática, auxiliando-os em sua escolha pela carreira de Matemático. O ponto central do evento é promover o contato dos futuros estudantes da UFPR com o universo acadêmico, fomentando e incentivando sua escolha pela carreira em Matemática. As palestras serão proferidas por alunos, ex-alunos e professores do Curso de Matemática.

 

As inscrições são gratuitas, as vagas são limitadas e será fornecido certificado de participação para aqueles que participarem de todas as atividades.

 

Data: 10 de agosto de 2018
Local: Prédio de Ciências Exatas, Campus Centro Politécnico
Horário: 13h30 às 17h30
Período de incrições: 04 de junho a 03 de agosto de 2018
Inscrições e demais informações: no site do PET de Matemática

 

Para mais informações: (41) 3361-3672 ou através do e-mail: petmatufpr@gmail.com